Novo técnico do Minas, Leo Costa espera disputa por títulos e fala em ‘salto’ na carreira

Depois de duas temporadas com Flávio Espiga no comando técnico do time profissional, o Minas trocou de treinador e terá Leo Costa, de 39 anos, para o próximo NBB, que tem início em outubro deste ano. Ao Basquete Todo Dia, o novo técnico minas-tenista falou sobre pretensões, montagem do elenco, carreira e muito mais.

Leo tem apenas um trabalho como treinador profissional: no Macaé, desde 2006. O técnico admite a pressão para a temporada 2019/2020, mas considera esse fator como algo positivo. O clube da Rua da Bahia terá nomes de peso na equipe e, a princípio, disputará Campeonato Mineiro e NBB com Davi Rossetto, Farad Cobb, Leandrinho, Alex Garcia, Gui Deodato, Tyrone Curnell, Devon Scott e Shilton.

Leo Costa vem treinando com Gui, Shilton e Davi (Foto: Divulgação/NBA)
Leo Costa vem treinando com Gui, Shilton e Davi (Foto: Divulgação/NBA)

“Vejo a pressão como desafio positivo. Liderar atletas desse nível é a vontade de todo treinador. Todos têm que trabalhar com esses atletas para almejar títulos, resultados, coisas de expressão, e isso não vem com pensamento pequeno. Minha vinda ao Minas foi com esse pensamento, grande, de estar sempre no limite de performance. Sabemos que é um processo de construção, esses grandes nomes têm que encontrar a química certa, pode levar tempo, em qualquer instituição é assim. Mas escolhemos as peças certas, estou otimista e não vejo a hora de todos chegarem para evoluir o trabalho e dar uma cara para a equipe”.

Ciente da qualidade do elenco, que tem como remanescente da temporada 2018/2019 o ala-armador Leandrinho, Leo Costa explicou também como se deu a transferência. O técnico considera um “salto” a chegada ao Minas e elogiou o projeto do clube relacionado ao basquete.

Daniel (Westin) me explicou o projeto. Tinha recebido outros convites nos últimos dois anos que Macaé não disputou torneio de alto nível, e até agora também, mas a ideia do Minas me agradou muito. Ele me falou das ambições, de um novo momento que o basquete do Minas vive, e me chamou a atenção. Achei que era a hora de dar esse salto e abrir novos horizontes também. Um clube olímpico, melhor estrutura do país, projeto que visa brigar no topo, então não tinha como não ver com bons olhos”.

Leo segue de olhos nos últimos apresentadores etc o momento. (Fto:Divulgação/Minas Tênis Clube)
Leo segue de olhos nos últimos apresentadores etc o momento. (Foto:Divulgação/Minas Tênis Clube)

O Minas estuda disputar um torneio amistoso antes do início do NBB, já que o Estadual não apresenta times de basquete adultos. Leo Costa comentou a situação relembrando as ausências de Leandrinho e Alex, que servem a Seleção Brasileira no Mundial da China, disputado da última sexta-feira até 15 de setembro.

“Estamos estudando a possibilidade de um torneio no fim de setembro, quando já teríamos Leandrinho e Alex. Seria uma preparação de três semanas com os norte-americanos e mais duas com os selecionáveis antes desses amistosos. Ainda está sendo visto, não está concluído, mas tem grandes chances”.

Veja outros trechos da entrevista de Leo Costa:

Trajetória no Macaé:

“Fui para Macaé em 2001 ainda, como jogador. Eu estava no Palmeiras, fui jogar primeiro time profissional da cidade. Joguei até 2006. De 2006 para frente fiquei como treinador do principal e de algumas categorias da base. Atuei em todas as áreas, coordenei projetos sociais importantes para a instituição, tinha time de basquete sobre rodas, e pude auxiliar até nisso. No profissional participei da chegada ao NBB, em 2013, e todos os NBBs que Macaé jogou: quatro temporadas e uma Liga Ouro. Foi uma experiência rica, participei até um pouco de gestão, mas a função principal era a quadra. Mas conhecer esse lado organizacional também foi engrandecedor”.

Primeiros contatos com os profissionais do Minas Tênis Clube:

“Primeiro contato está sendo positivo. Só tinha trabalhado junto do Renan, que eu trouxe. Mas conheci e estou conhecendo bem o pessoal, a estrutura, pois é o Leo que está chegando ao Minas, não o Minas chegando ao Leo. Estou otimista e confiante até nesse elo rápido criado na comissão, pois atletas devem ter química, assim como a comissão técnica. Aconteceu rápido, muito pelo pessoal aqui, o Bruno, Paulinho, Silvano, pessoas diretamente no basquete de ponto, e outros departamentos. Até vendo a base, com o coordenador Flávio, observando os garotos. E o trabalho está excelente. Shilton, Gui e Davi têm ótimo perfil, e em semanas demonstraram comprometimento, vontade”.

Montagem do elenco minas-tenista para 2019/2020:

“Procuramos ter jogadores híbridos, que não fazem uma função. Isso no basquete moderno é importante, ainda mais com um projeto que visava o trabalho com nove, dez adultos, e completando com a base da maneira correta. Vários daqui podem fazer isso e nos dá ferramentas variadas. Importante para mim e para comissão, pois dá para variar: quando quiser um time rápido, outro de mais arremessoS; acho que conseguimos montar bem e diversificar essas características”.

Situação do Campeonato Mineiro

“Uma pena que Minas Gerais não tenha esse nível profissional para mais clubes, sabemos da força histórica na base, e a gente espera que consiga resgatar essa força, tanto no juvenil quanto no adulto. Esperamos que, em breve, retorne essa força do Mineiro, mas existe a competição. Não foram definidas as datas, certamente participaremos, mas ainda precisamos entender o formato e as equipes que vamos encarar”.

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