De volta à ‘segunda casa’, Tyrone comenta temporada fora do Brasil e diz que sonhava em jogar no Minas

“Muita saudade do Brasil. Aqui, todo mundo sabe, é minha segunda casa, fora os Estados Unidos. Eu gosto muito daqui”. Reforço do Minas para a temporada 2019/2020, o experiente ala-pivô estadunidense Tyrone Curnell, de 31 anos, começou assim a entrevista que concedeu ao Basquete Todo Dia. O novo minas-tenista também falou sobre a última temporada, sonho em atuar pelo clube da Rua da Bahia e mais.

Depois de seis anos no Brasil, sendo os quatro últimos atuando pelo Mogi, onde viveu seu auge, se tornou ídolo e conquistou títulos (uma Liga Sul-Americana e um Campeonato Paulista, ambos em 2016), Tyrone rumou para a Argentina, onde defendeu o San Lorenzo na temporada 2018/2019. Ele deixou o “Cuervo” antes do fim do ano passado e depois atuou por mais duas equipes: Indios de Mayagüez, de Porto Rico, e Rafael Barias, da República Dominicana. O ala-pivô comentou a temporada instável.

“A experiência da última temporada foi ótima. Foi um novo passo na minha vida, na minha carreira. Estive no San Lorenzo por alguns meses, mas não deu muito certo e fui por outro caminho. A Argentina é muito boa, mas meu jeito de jogar não era para o estilo argentino, aí não encaixou bem. Fora isso, estava tranquilo. Aí fui para Porto Rico, quase como um período para aliar férias e trabalho. Ganhei um dinheiro também, jogando, e foi bom. Por fim, fui para República Dominicana. Muitos não sabem, mas meu pai nasceu lá, então eu sempre estou lá. Aí me chamaram dessa vez, para ficar em forma, e fui”, explicou o camisa 0.

Tyrone teve curta passagem pelo San Lorenzo (Foto: Divulgação/San Lorenzo)
Tyrone teve curta passagem pelo San Lorenzo, bicampeão da Liga das Américas e do Campeonato Argentino (Foto: Divulgação/San Lorenzo)

Tyrone chegou ao Brasil em 2012, para atuar no Palmeiras. Ele diz que, desde então, sonhava em atuar no Minas. O ala-pivô também comentou como se deu a investida do clube mineiro, que contou com apoio do técnico Leo Costa.

“Minha primeira vez no Brasil foi em 2012, no Palmeiras. Joguei dois anos lá e tinha jogo contra Minas, e desde então sempre falei com meus parceiros que um dia eu jogaria no Minas. BH é uma cidade linda, pessoal é muito gente boa, isso era um sonho meu. Neste ano o Leo me ligou, do nada, e ficou conversando comigo. Com isso, peguei confiança nele, pois nenhum técnico, fora o Guerrinha, fez isso. Era uma oportunidade grande na minha carreira, aí vi Alex, Leandrinho, e fiquei mais animado para vir. Aí fechamos”, contou.

Tyrone treina normalmente no Minas desde a semana passada (Foto: Matheus Muratori/Basquete Todo Dia)
Tyrone treina normalmente no Minas desde a semana passada (Foto: Matheus Muratori/Basquete Todo Dia)

Além de Tyrone, completam a equipe do Minas os armadores Davi Rossetto e Farad Cobb; o ala-armador Leandrinho; os alas Alex Garcia, Gui Deodato e Alexei Patrício; e os pivôs Devon Scott e Shilton. O ala-pivô elogiou a equipe montada para a temporada 2019/2020, mas disse que existem outros candidatos ao título do NBB.

“Tem uns quatro, cinco times aqui, que são muito fortes. Vai ser um NBB bem duro, bem longo. Mas temos uma equipe bem interessante. Se ficarmos bem saudáveis, sem machucar, acho que podemos chegar longe”.

Tyrone é um dos nomes de peso do Minas para 2019/2020 (Foto: Matheus Muratori/Basquete Todo Dia)
Tyrone é um dos nomes de peso do Minas para 2019/2020 (Foto: Matheus Muratori/Basquete Todo Dia)

Por fim, Tyrone deixou um recado. O jogador não pensa que a temporada 2019/2020 seja de recuperação, já que passou por turbulências recentemente.”Não penso nisso de recuperação. Acho que todo mundo me conhece, joguei aqui por sete anos, não preciso provar nada. Vou fazer meu jogo, bem duro, bem forte, todo dia, vou brigar e representar o nome do Minas, que está na camisa, e vai ser assim. Não vai mudar nada”.

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