Base do Minas desaparece, e clube recorre a ‘reforços-tampões’ para suportar temporada

Novo reforço do Minas, Pitico estava na Liga Sorocabana, onde disputou o Campeonato Paulista deste ano (Foto: Marina Gouvêa/LSB)
Novo reforço do Minas, Pitico estava na Liga Sorocabana, onde disputou o Campeonato Paulista deste ano (Foto: Marina Gouvêa/Liga Sorocabana)

O Minas vem sofrendo com desfalques desde a pré-temporada, quando ainda estava somente em período de treinos. Diante disso, o clube tem contratado reforços pontuais que, em meio ao contexto, acabam incorporados ao elenco. A bola da vez é o armador Márcio Pitico, de 26 anos, que chegou a Belo Horizonte nessa quarta-feira e deve ser oficializado como reforço nas próximas horas.

A informação do novo reforço foi antecipada pelo Basketown e confirmada pelo Basquete Todo Dia. Pitico, que defendeu a equipe minas-tenista entre 2014 e 2016, chega para sanar um problema pontual, já que o Minas não terá o armador titular Davi Rossetto nos próximos dois jogos (contra Rio Claro, na próxima terça-feira, e Pato, na quinta), ambos pelo NBB e como visitante.

Sem Davi, a serviço da Seleção Brasileira Militar, o Minas teria somente Farad Cobb na armação. A contratação de Pitico, que estava na Liga Sorocabana, que não disputa o NBB 12 e que deve estar no Campeonato Brasileiro (competição de segundo escalão do basquete nacional), escancara uma situação no clube minas-tenista: a base não vem sendo acionada, enquanto jogadores de nível e rodagem semelhantes estão sendo pinçados no mercado.

Para a posição, o Minas poderia promover o jovem Mário Cézar, de 20 anos, mas, a princípio, não o fará. O caso aconteceu em outras duas oportunidades nesta temporada, e teve início ainda na pré-temporada.

O ala-armador Alexei Patrício foi convidado a fazer parte dos treinos no período de preparação para o NBB e acabou fechando com o Minas. O jovem jogador, de 22 anos, tem sido utilizado como reserva imediato de Leandrinho e, neste NBB, tem médias de 16.4 minutos, 3.5 pontos, 1.5 rebote e 1 assistência por jogo.

Recentemente, nas vésperas da estreia na temporada 2019/2020 contra o Flamengo, o Minas contratou o jovem ala-pivô Felipe Queirós, de 21 anos. Ele chegou para ser o reserva imediato de Tyrone Curnell e auxiliar na posição 5 caso necessário. Isso acabou acontecendo em certos momentos, já que Shilton (backup de Devon Scott) esteve fora dos dois jogos da equipe por conta de dores na panturrilha direita.

Queirós tem médias de 6.9 minutos por jogo e, até então, não contribuiu com pontos, rebotes ou assistências. A chegada de Queirós escanteou outras opções da base, que não tiveram chance de entrar em quadra na temporada: os alas Gui Carvalho (17 anos) e Samuel Ribeiro (17) e o pivô Marcos Cunha (20).

Outro jogador formado no Minas e que está no elenco é o jovem pivô Tiago Dias, de 19 anos. Ele até entrou em quadra nesta temporada, mas atuou somente no jogo da última segunda-feira, contra o Botafogo, e por 12 segundos.

Para os jogos contra Rio Claro e Pato, o ala Gui Deodato também estará a serviço da Seleção Militar. A expectativa é de que Shiton, desfalque nos dois jogos da temporada até então, e Tyrone Curnell, ausência contra o Botafogo por conta de um incômodo no músculo adutor da coxa esquerda, possam estar à disposição do técnico Leo Costa.

Mesmo que o comandante quisesse utilizar a base nesses dois próximos duelos, também teria problemas. Isso porque os alas Gui Carvalho e Samuel Ribeiro estão cedidos à Seleção Brasileira Sub-17, que disputará o Sul-Americano da categoria entre 28 de outubro e 2 de novembro, no Chile.

Fato é que o Minas tinha opção de começar a dar rodagem de profissional aos atletas da base e, ao que tudo indica, não o fará.

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