‘Temporada maluca’ da NBA começa nesta terça-feira; Oeste segue forte, e Leste em reinvenção

Oeste segue forte e com vários candidatos ao título, enquanto Leste ainda busca um grande poderio (Foto: Ezra Shaw/AFP; Divulgação/Brooklyn Nets)
Oeste segue forte e com vários candidatos ao título, enquanto Leste ainda busca um grande poderio (Foto: Ezra Shaw/AFP; Divulgação/Brooklyn Nets)

A espera está perto do fim. Nesta terça-feira, tem início da temporada 2019/2020 da NBA, considerada por muitos a mais “maluca” dos últimos anos. Isso porque o período de recesso contou com movimentações inesperadas de certos jogadores e franquias. Apesar disso, a Conferência Oeste segue com um nível técnico geral superior à Leste, que ainda não apresenta uma unanimidade.

A Conferência Leste, do atual campeão Toronto Raptors, continua em busca de uma “liderança” depois da saída do ala LeBron James (campeão da conferência entre 2011 e 2018), que migrou para a Oeste antes da temporada passada. A franquia canadense perdeu o principal jogador, o ala Kawhi Leonard, e terá fortes concorrentes, como Philadelphia 76ers, Milwaukee Bucks (do atual MVP, o ala grego Giannis Antetokounmpo), Boston Celtics e Brooklyn Nets.

O Nets, inclusive, foi uma das franquias que mais surpreendeu nas transferências. A equipe acrescentou ao elenco o armador Kyrie Irving, ex-Boston Celtics, o pivô DeAndre Jordan, ex-New York Knicks, e o ala Kevin Durant, ex-Golden State Warriors. Durant, entretanto, recupera-se de cirurgia no tendão de aquiles do calcanhar direito e pode perder toda temporada.

Já a Conferência Oeste segue com o poderio da NBA. Além do atual vice-campeão e melhor equipe do Oeste nas últimas cinco temporadas, Golden State Warriors, outras equipes chegam fortes. A principal atenção está voltada à dupla de Los Angeles: Lakers e Clippers, que reuniram jogadores estelares (o pivô Anthony Davis, ex-New Orleans Pelicans, e LeBron contra o ala Paul George, ex-Oklahoma City Thunder, e Kawhi, respectivamente) em busca de destronar o Warriors do posto que ocupa desde 2015.

Entretanto, outras equipes também merecem atenção, como Houston Rockets (que terá os armadores James Harden e Russell Westbrook, ex-Thunder), Utah Jazz, Denver Nuggets e o próprio Warriors.

A franquia, que se mudou de Oakland para San Francisco, ambas cidades da Califórnia, conseguiu trazer o armador D’Angelo Russell, ex-Nets, ao time, mas não terá o ala-armador Klay Thompson (recupera-se de ruptura no ligamento cruzado anterior da perna esquerda) por boa parte da temporada. Com isso, o armador Stephen Curry e o ala-pivô Draymond Green terão a dura missão de comandar o repaginado Warriors durante os próximos oito meses.

Na terça, dois jogos abrem a temporada. Às 21h, o atual campeão Raptors recebe o New Orleans Pelicans, na Scotiabank Arena, em Toronto. Já às 23h30, Clippers e Lakers se enfrentam no Staples Center, em Los Angeles. Os dois jogos terão transmissão do SporTV 2. Band e ESPN também exibirão jogos da NBA nesta temporada.

Novato estelar

Outra atração da Conferência Oeste será a jovem equipe do New Orleans Pelicans, comandada pelo jovem ala-pivô Zion Williamson, de 19 anos, primeira escolha do Draft da NBA deste ano. A expectativa ao redor do atlético novato é imensa, e ele é considerado o melhor prospecto desde o Draft de 2003, que teve LeBron James como primeira escolha, pelo Cleveland Cavaliers. O novo camisa 0 do Pelicans deve perder alguns jogos iniciais da temporada regular por conta de uma lesão no joelho direito.

Brasileiros

A temporada 2019/2020 terá quatro brasileiros nas equipes. O caso mais sólido é do experiente pivô Nenê, de 37 anos, que está na liga desde 2002, e que seguirá no Rockets, franquia que defende desde 2016. Esta, provavelmente, será a última temporada do jogador na NBA.

Já os outros três jogadores buscam se provar para permanecer na liga. O jovem ala-pivô Bruno Caboclo, de 24 anos, no Memphis Grizzlies, tem as melhores expectativas e se espera que ele tenha um bom tempo de quadra. Já Raulzinho, no 76ers, e Cristiano Felício, do Chicago Bulls, brigam para ser uma opção nas rotações das equipes e precisam chamar a atenção, já que ambos têm 27 anos e ainda não deslancharam na maior liga de basquete do mundo.

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