Leron Black comenta chegada ao Minas, expectativa para estreia e saída do Flamengo: ‘Melhor para os dois lados’

Leron Black teve rápida passagem pelo Flamengo antes de chegar ao Minas (Foto: Matheus Muratori/Basquete Todo Dia)
Leron Black teve rápida passagem pelo Flamengo antes de chegar ao Minas (Foto: Matheus Muratori/Basquete Todo Dia)

O Minas contratou o quarto e último estrangeiro para a temporada 2019/2020. Anunciado como reforço em 17 de dezembro deste ano, o jovem ala-pivô estadunidense Leron Black, de 23 anos, chegou ao clube depois de breve passagem pelo Flamengo. Ao Basquete Todo Dia, o novo reforço comentou sobre a expectativa para a estreia no novo clube, saída do time rubro-negro e também da carreira.

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Black não esteve à disposição nos duelos contra Pinheiros (derrota por 64 a 57) e Corinthians (vitória por 83 a 82), ambos em Belo Horizonte e pelo NBB, por questões de documentação. Diante do Brasília, no domingo, às 11h, também em casa, ele fará a estreia como minas-tenista. O jogador está ansioso para entrar em quadra.

“Cheguei aqui pensando em ajudar. Farei o que puder, defesa, rebotes, pontuando. Queremos vencer, seguir, ir aos playoffs do NBB, Super 8, e fazer o que for preciso para irmos longe. Posso jogar como ala-pivô aberto ou dentro, para mim tanto faz. Quero somente ajudar o time, e estou ansioso para deixar uma boa primeira impressão”, disse.

O Minas é o sétimo do NBB, com oito vitórias e seis derrotas. O Brasília é o 13°, com cinco triunfos e nove reveses. O duelo de domingo, pela 11ª semana, marca o fim do primeiro turno do principal torneio nacional. A equipe da casa busca a vitória para se garantir na Copa Super 8, a ser disputada entre 4 e 11 de janeiro de 2020 pelos oito melhores times do primeiro turno do NBB.

Caso o Minas se classifique para o Super 8, Black não poderá atuar, já que o prazo para inscrição se encerrou em 4 de dezembro. Black defendeu no início desta temporada o Flamengo, onde conquistou o Campeonato Carioca deste ano. Segundo os rubro-negros, a saída foi por decisão técnica. O jogador comentou a passagem pelo Rio de Janeiro.

“No Flamengo foi muito bom. A comissão técnica é muito profissional, trabalharam para me mostrar o quão intenso deve ser para se manter profissionalmente. Todos lá trabalham duro, e foi uma experiência diferente, um salto muito grande na carreira, uma outra cultura. Tive um técnico vencedor, o Gustavo (De Conti), todo jogo é muito sério, mas eu não estava jogando o tanto que queria. Sou grato pela oportunidade, pelo clube, torcida, e a decisão da comissão foi a melhor para os dois lados”.

Leron Black conquistou o Carioca de 2019 pelo Flamengo (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)
Leron Black conquistou o Carioca de 2019 pelo Flamengo (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)

O então camisa 5 rubro-negro disputou 19 jogos em 23 possíveis. A última partida de Black foi contra o Bauru, em 5 de dezembro, pelo NBB, no Ginásio Panela de Pressão, quando ele esteve em quadra por 1,9 minuto e não contribuiu com pontos, rebotes nem assistências.

Este é o segundo ano de Black como profissional. O primeiro foi na temporada 2018/2019, quando defendeu o Argentino de Junín, da Argentina, depois de quatro anos na Universidade de Illinois. Ele comentou a experiência no país vizinho.

“Na Argentina joguei contra Devon (Scott), Tyrone, hoje colegas. Aprendi muito lá, sou grato ao Argentino Junín pela experiência. Me ajudaram na transição do basquete universitário ao profissional, porque todos foram amigáveis e receptivos. Na faculdade é muito diferente do que no profissional, a responsabilidade aumenta”.

No Minas, Black disputará posição diretamente com Tyrone e Felipe Queirós. A tendência é de que ele comece no banco de reservas contra o Brasília.

Tyrone, Scott e Black atuaram no Campeonato Argentino da última temporada (Foto: Matheus Muratori/Basquete Todo Dia)
Tyrone, Scott e Black atuaram no Campeonato Argentino da última temporada (Foto: Matheus Muratori/Basquete Todo Dia)

Veja, abaixo, outros momentos da entrevista com Leron Black:

Como passou o Natal em BH?

“Foi um bom Natal, o segundo fora dos Estados Unidos. Passei na casa do Devon, com a família dele, foi bem legal”.

Como você reagiu quando viu o interesse do Minas pelo seu basquete?

“Quando meus agentes me falaram do interesse do Minas fiquei empolgado. Eu vi de perto o trabalho, joguei contra no início da temporada, e aqui há grandes jogadores. É uma excelente oportunidade para mim”.

Como tem sido esses dias como minas-tenista? Tem gostado?

“Tudo está indo muito bem até agora. É um clube muito profissional, levam tudo muito a sério. Todos os companheiros me receberam muito bem, são boas pessoas, me ajudam a me adaptar. Estou gostando muito”.

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