Presidente recém-licenciado da LNB disseca NBB e comenta sobre baixo público nos ginásios, patrocínio da Caixa e torneio de acesso da CBB

Kouros conversou com o Basquete Todo Dia na última quinta-feira (Foto: Matheus Muratori/Basquete Todo Dia)
Kouros conversou com o Basquete Todo Dia na última quinta-feira (Foto: Matheus Muratori/Basquete Todo Dia)

Licenciado do cargo de presidente da Liga Nacional de Basquete (LNB) em janeiro deste ano, Kouros Monadjemi conversou com exclusividade com o Basquete Todo Dia. Ao blog, o presidente do Conselho Deliberativo do Minas Tênis Clube comentou sobre o Novo Basquete Brasil (NBB), organizado pela LNB. O dirigente falou sobre baixo público na atual edição do campeonato nacional, patrocínios, como o da Caixa Econômica Federal, dificuldades financeiras de certos clubes e mais.

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Kouros, minas-tenista de longa data, foi eleito presidente do Conselho Deliberativo em 14 de outubro de 2019. O dirigente era presidente da LNB desde dezembro de 2018 e decidiu abdicar do cargo para focar exclusivamente no clube de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Nilo Guimarães, que era o vice-presidente, assumiu a presidência da LNB.

“Tive que pedir licença porque assumi a presidência do Conselho do Minas Tênis Clube. Mas continua, basicamente o esporte a gente nunca larga. Vou continuar apoiando, trabalhando para melhoria a do basquete, é isso que estamos fazendo. Agora no clube também, vamos focar mais no clube para dar esse trabalho que o minas sempre exige da gente para manter a qualidade de vida dele”, afirmou Kouros.

Kouros no dia da eleição à presidência do Conselho Deliberativo do Minas (Foto: Marcos Vieira/EM/D. A. Press)
Kouros no dia da eleição à presidência do Conselho Deliberativo do Minas (Foto: Marcos Vieira/EM/D. A. Press)

O agora somente presidente do Conselho do Minas esteve à frente da LNB durante boa parte deste NBB. Ele comentou sobre a situação do patrocínio da Caixa, hoje máster do campeonato. O contrato com o banco estatal vai até 15 de março deste ano e pode expirar no meio desta temporada.

“Ainda estamos em negociação, não está definido. A Caixa está analisando, tem suas dificuldades, pois com a mudança do governo se mudou a política, o apoio ao esporte, por causa até da receita que eles têm, que diminuiu. Mas continuamos negociando, até o final deste mês devemos saber se ela continua ou não”, disse.

Kouros evitou projetar o que pode acontecer caso o contrato não seja renovado. “Se não renovar, sai o nome da Caixa no meio da temporada. A gente está conversando, a Liga deu certo, a Caixa está satisfeita em relação a retorno, visibilidade, trabalho, parte social, está tudo bem feito. A Liga é bem profissional, faz um trabalho certo há uns anos já, e a Caixa reconhece. É questão de verba e prioridade da Caixa, prefiro aguardar para ver do que fazer algum prognóstico”.

Contrato da Caixa com o NBB está próximo de se encerrar (Foto: Divulgação/NBB)
Contrato da Caixa com o NBB está próximo de se encerrar (Foto: Divulgação/NBB)

De acordo com um levantamento do blog Ultras da Arena, divulgado no último sábado, o Franca tem a melhor média de público do NBB, com 2.233,6 presentes. A título de comparação, o quinto melhor é o São Paulo, já com 1.052,5 presentes. Kouros comentou a baixa adesão de público até este momento no NBB e relativizou.

“A questão do público é relativa. Problema de público é difícil se avaliar, pois tem quadras que a capacidade máxima é de mil pessoas. Algumas estão cheias, como a do Pato, Unifacisa, e na medida que o campeonato vai passando, o público vai aumentando. Vamos aguardar o fim do campeonato para falar mais disso, tenho certeza que esta temporada do NBB tem sido extremamente positiva, a competição está sendo próxima, times bem montados. Acho que vamos ter um bom fechamento de temporada”, disse.

O NBB da temporada 2019/2020 não conta com rebaixamento, ao contrário dos últimos anos. A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) assumiu a organização de um torneio próprio, chamado Campeonato Brasileiro, sendo uma espécie de segunda divisão do NBB. O campeão do Brasileiro deste ano ganha o direito de pleitear uma vaga no NBB da próxima temporada. Kouros disse que a ideia é realmente essa: o Brasileiro servir de trampolim ou até preparatório para o torneio da LNB.

“Liberamos a segunda divisão para a CBB, ela está a organizando. Se o campeão dela for uma equipe preparada, que tiver condições, patrocínio, equipe forte, claro que iremos admitir, não há razão para não aceitar. Mas é uma avaliação técnica com relação econômica, financeira. Se o time tiver na mesma condição que os outros, será bem admitido. Fora isso, não. E se tiver lugar também, porque não tem mais descenso, então temos que avaliar isso tudo antes de tomar uma decisão, mas a prioridade seria desse campeão. Isso tudo será feito pelo comité, a comissão da Liga que decide isso”, disse.

Brasília e Botafogo tem sofrido financeiramente nesta temporada (Foto: Divulgação/NBB)
Brasília e Botafogo tem sofrido financeiramente nesta temporada (Foto: Divulgação/NBB)

Kouros também comentou sobre as equipes em situação financeira delicada. O agora dirigente minas-tenista normalizou a situação e prefere aguardar o fim da temporada para fazer uma análise mais completa. “Sempre temos uma ou duas equipes com dificuldades financeiras. Brasília hoje está passando por um período difícil, Botafogo também, esse mais por um problema político. Todos têm um pouquinho de problema, mas isso pode mudar da noite para o dia, por isso que vamos aguardar o término do campeonato. Aí teremos uma visão melhor”.

Por fim, Kouros disse que segue acompanhando os trabalhos da LNB. Ele também foi presidente da Liga durante os quatro primeiros anos da entidade, de 2008 a 2012. “A LNB é um filho, não vou abandonar meu filho. Vou continuar dando apoio, trabalhando, não como presidente, mas como colaborador, um fundador”.

One thought to “Presidente recém-licenciado da LNB disseca NBB e comenta sobre baixo público nos ginásios, patrocínio da Caixa e torneio de acesso da CBB”

  1. Colocam jogos de noite só pra passar na TV.

    Todo jogo do Minas que é sábado ou domingo à tarde, eu vou.

    E o ingresso tem que custar R$ 10. Ninguém merece pagar R$ 20 pra ver o corpo do Leandrinho em quadra.

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