Last Dance é o novo fator que aproxima a NBA ao Brasil

Last Shot, traduzido como 'Arremesso Final' para o Brasil, foi um sucesso no Brasil (Foto: Divulgação/NBA Brasil)
Last Dance, traduzido como ‘Arremesso Final’ para o Brasil, foi um sucesso no Brasil (Foto: Divulgação/NBA Brasil)

Nessa segunda-feira, o nono e o décimo episódio da série documental Last Dance, traduzida para Arremesso Final, foram liberados pela Netflix no Brasil. Os dois últimos capítulos da história do icônico Chicago Bulls dos anos 1990 e da passagem de Michael Jordan pela franquia repercutiram no Brasil assim como os demais, a cada semana, desde 17 de abril. Inegavelmente, a série é mais um elemento para aproximar o fã brasileiro ao maior e melhor basquete do mundo: a NBA.

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Toda segunda-feira, quando a Netflix, serviço de streaming pago, divulgava dois episódios, alguns dos assuntos mais comentados do Twitter sempre fazia referência a algo da série. Além disso, a série está no top 5 da Netflix Brasil desde o lançamento, em 17 de abril, e não deve sair tão cedo. O material é um prato cheio para a NBA no Brasil, que já explora o mercado com mais profundidade desde o início dos anos 2010 e parece cada vez mais atingir um novo auge. O Brasil, inclusive, aparece na série em um cartaz que diz “Brasil ama o Bulls“, no décimo e último episódio.

Last Dance é um fenômeno. A gente participou ativamente do projeto, na curadoria, no storytelling, abrindo os acessos aos times, às pessoas envolvidas na época. E o produto final ficou muito bom. Quando olham para a NBA, o nosso negócio é ser uma empresa de entretenimento, é saber contar histórias. Temos grandes planos para explorar a produção de conteúdo”, disse Rodrigo Vicentini, chefe da NBA no Brasil, para a Propmark.

Last Dance já é o conteúdo mais visto da história da Netflix e foi responsável pelo aumento de 650% nas compras de itens da NBA em sua loja virtual no país, informou a NBA Brasil. A NBA viveu bons momentos no país entre 1980 e 1999, conseguindo até “furar a bolha”, passou por um hiato nos anos 2000 e retornou com força a partir dos anos 2010, e luta novamente para sair de um nicho para se tornar algo mais comum a todos, assim como o basquete.

A NBA teve um grande espaço nas décadas de 80 e 90 na TV aberta, com a Band (que chegou a fazer transmissões in loco), o que ajudou a manter o basquete em evidência no país. Nos anos 2000, os canais por assinatura SporTV, Space e ESPN, esta em um plano mais caro do que as concorrentes, dominaram a transmissão da liga.

Acontece que, a partir de 2010, a quantidade de jogos exibidos aumentou e o interesse se confirmava a cada temporada. Desde as finais da temporada 2018/2019, a Band retomou a transmissão na TV aberta. A NBA tem um escritório no Brasil, localizado no Rio de Janeiro, desde 2012, além de abrir sete lojas oficiais em pontos do país (atualmente, somente nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo). A liga também realiza diversos eventos no país, como a NBA House, em São Paulo, onde exibe as finais.

A liga também tem perfis em português nas redes sociais três jogadores brasileiros atualmente: o armador Raulzinho (Philadelphia 76ers), o ala-pivô Bruno Caboclo (Houston Rockets) e o pivô Cristiano Felício (Chicago Bulls). O número de brasileiros na liga em uma mesma temporada já chegou a nove.

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