Jogadores brasileiros fazem nova mobilização por redução de estrangeiros no NBB

Jogadores brasileiros pressionam por revisão na regra de estrangeiros por equipe no NBB (Foto: Thierry Gozzer/CBB)
Jogadores brasileiros pressionam por revisão na regra de estrangeiros por equipe no NBB (Foto: Thierry Gozzer/CBB)

Os jogadores brasileiros do basquete nacional, encabeçados pela Associação de Atletas Profissionais de Basquete (AAPB), iniciaram nessa sexta-feira (10) um novo movimento para a redução do número de estrangeiros no NBB. A entidade levou um golpe em 25 de junho, quando viu os clubes do campeonato manterem o limite de quatro estrangeiros por time para a temporada 2020/2021 do NBB.

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A AAPB quer a redução do limite de quatro para dois estrangeiros por time na próxima temporada. Diversos atletas divulgaram o comunicado da entidade, que volta a pedir a revisão da regra de estrangeiros no NBB. Na nota, inclusive, há uma referência ao armador estadunidense Farad Cobb, que na temporada 2019/2020 disputou quatro partida pelo Minas, foi dispensado por problemas físicos, contratado na sequência pelo Bauru, mas teve o contrato rescindido com o Dragão logo em seguida e sem nenhum jogo disputado.

“Segundo dados do último NBB, entre jogadores estrangeiros que foram dispensados, trocados (sendo 1 deles dispensado sem entrar em quadra pelo seu segundo clube) e com pouca participação efetiva nas equipes, esse número passa de um terço desses atletas”, diz trecho do comunicado da AAPB. A entidade é presidida pelo pivô Guilherme Teichmann, que defendeu o Corinthians na temporada 2019/2020 e ainda não tem futuro definido.

Também nessa sexta, houve a premiação dos melhores da temporada 2019/2020 do NBB. Diversos jogadores comentaram nas redes sociais do NBB com a #ValorizeOBrasileiro, para chamar atenção ao novo movimento. O ala André Goes, escolhido para o quinteto ideal do campeonato graças ao desempenho no Mogi, chegou a participar da transmissão com a imagem do movimento em mãos. Ele defenderá o Franca na próxima temporada.

A Liga Nacional de Basquete (LNB), organizadora do NBB, ainda não se pronunciou sobre o assunto. Veja, abaixo, o comunicado da AAPB na íntegra:

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A Associação de Atletas de Basquete (AAPB) vem por meio desta nota oficial externar argumentos e toda indignação acerca da regra permissiva de 4 (quatro) estrangeiros. 1- No último NBB a regra de 4 (quatro) estrangeiros estava entrelaçada a participação de 20 a 22 equipes o que já não ocorreu. O argumento de correlacionar o número de equipes com o número de estrangeiros perde a força quando nos deparamos com o cenário como um todo, as ligas estrangeiras que permitem 3 (três) estrangeiros ou mais possuem mais de uma divisão estruturada, pelo menos 3 divisões , vide ACB ( Liga Espanhola ) e outras. 2- O momento de crise mundial, pós pandemia, carregado de incertezas que já demonstrou afetar nossa modalidade. Onde irá se encaixar os brasileiros? Quantas equipes confirmarão? Os estrangeiros completarão equipes ou serão moedas de troca na desvalorização dos brasileiros? 3- Segundo dados do último NBB, entre jogadores estrangeiros que foram dispensados, trocados (sendo 1 deles dispensado sem entrar em quadra pelo seu segundo clube) e com pouca participação efetiva nas equipes, esse número passa de um terço desses atletas. Essas posições poderiam e deveriam ser lugares das novas gerações! Esse tipo de contratação o jovem brasileiro perde espaço, e o Brasil perde em perspectiva pro futuro. 4- Acreditamos firmemente que com um número menor de estrangeiros a base será naturalmente a fonte de recursos para as equipes, possibilitando um melhor desenvolvimento e muito mais oportunidades para o Jovem da base, contribuindo diretamente para a formação de um futuro vencedor para o nosso basquete. 5- Ressaltamos que a AAPB entrou em contato com LNB, participou de algumas reuniões, sendo que na última vez em que a AAPB fez contato solicitando essa revisão ainda não teve resposta. Fica aqui o registro de toda Boa fé e vontade de estar junto em prol do basquete por parte da AAPB. #valorizeobrasileiro

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A Associação de Atletas de Basquete (AAPB) vem por meio desta nota oficial externar argumentos e toda indignação acerca da regra permissiva de 4 (quatro) estrangeiros.

1- No último NBB a regra de 4 (quatro) estrangeiros estava entrelaçada a participação de 20 a 22 equipes o que já não ocorreu. O argumento de correlacionar o número de equipes com o número de estrangeiros perde a força quando nos deparamos com o cenário como um todo, as ligas estrangeiras que permitem 3 (três) estrangeiros ou mais possuem mais de uma divisão estruturada, pelo menos 3 divisões , vide ACB ( Liga Espanhola ) e outras.

2- O momento de crise mundial, pós pandemia, carregado de incertezas que já demonstrou afetar nossa modalidade. Onde irá se encaixar os brasileiros? Quantas equipes confirmarão? Os estrangeiros completarão equipes ou serão moedas de troca na desvalorização dos brasileiros?

3- Segundo dados do último NBB, entre jogadores estrangeiros que foram dispensados, trocados (sendo 1 deles dispensado sem entrar em quadra pelo seu segundo clube) e com pouca participação efetiva nas equipes, esse número passa de um terço desses atletas. Essas posições poderiam e deveriam ser lugares das novas gerações! Esse tipo de contratação o jovem brasileiro perde espaço, e o Brasil perde em perspectiva pro futuro.

4- Acreditamos firmemente que com um número menor de estrangeiros a base será naturalmente a fonte de recursos para as equipes, possibilitando um melhor desenvolvimento e muito mais oportunidades para o Jovem da base, contribuindo diretamente para a formação de um futuro vencedor para o nosso basquete.

5- Ressaltamos que a AAPB entrou em contato com LNB, participou de algumas reuniões, sendo que na última vez em que a AAPB fez contato solicitando essa revisão ainda não teve resposta. Fica aqui o registro de toda boa fé e vontade de estar junto em prol do basquete por parte da AAPB.

#valorizeobrasileiro

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