Raulzinho comenta adaptação e rotina na bolha da NBA e diz que Philadelphia 76ers pode ser campeão

Embiid e Raulzinho durante treinamento em Orlando, na bolha da NBA (Foto: Divulgação/NBAE/Getty Images)
Embiid e Raulzinho durante treinamento em Orlando, na bolha da NBA (Foto: Divulgação/NBAE/Getty Images)

Um dos dois brasileiros na fase “pós-pandemia” da NBA, o armador Raulzinho, do Philadelphia 76ers, comentou a adaptação ao regime adotado pela liga norte-americana de basquete para a retomada das partidas da temporada 2019/2020 depois da suspensão de quatro meses por causa do novo coronavírus. Ao todo, 22 das 30 equipes disputarão as últimas partidas da fase regular, enquanto os 16 melhores vão para os playoffs, tudo em um complexo de esportes dentro do Walt Disney World Resort, em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos.

CLIQUE AQUI PARA ASSINAR O DAZN

As equipes já treinam no complexo e, junto de toda organização e imprensa, passam por rigoroso regime de testagem e clausura, a fim de evitar qualquer contaminação pela COVID-19. Raulzinho, de 28 anos, contou como tem sido a experiência da concentração que vai durar até meados de outubro para os finalistas. O 76ers chegou em Orlando em 10 de julho.

“A vida aqui na bolha tem sido melhor que eu esperava, para falar a verdade. Lógico que não é fácil você estar em um hotel, por mais que tenha piscina, coisas para fazer, você não poder sair, receber visita, amigos, familiares, isso é o mais difícil, estar longe das pessoas que normalmente temos no nosso dia a dia. Importante é que estamos saudáveis, de volta às quadras, treinando, tendo essa parte pelo menos da nossa vida voltando ao normal, apesar de estarmos fechados e sem poder ter esse contato com as pessoas mais próximas da gente. Mas a vida aqui tem sido muito tranquila”, disse o jogador, natural de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

Raulzinho também contou como tem sido sua rotina na bolha da NBA. O brasileiro disse que tem conseguido fazer mais atividades introspectivas, como assistir seriados e ler livros, além de aproveitar algumas atrações que o complexo tem a oferecer.

“Tenho aproveitado para fazer coisas que normalmente, tendo outras possibilidades, eu não faria. Ler um livro, ver uma série, a minha rotina está sendo mais ou menos essa. Aqui temos acesso a lazer, tem barcos, quem acompanha está vendo alguns jogadores indo pescar, piscinas, que estando distante um do outro pode ir, então essas atividades estão fazendo parte do nosso dia a dia. E podendo fazer algumas delas junto dos companheiros também ajuda um pouco a matar esse tempo, porque só ficar fechado em um quarto de hotel seria mais difícil”, afirmou.

Philadelphia 76ers campeão pela quarta vez?

O 76ers foi semifinalista da Conferência Leste na temporada passada, ao ser derrotado pelo atual campeão Toronto Raptors. Raulzinho acredita que o Philadelphia, que conta com jogadores como o pivô camaronês Joel Embiid, o armador australiano Ben Simmons e o ala-pivô Tobias Harris, é capaz de ser campeão da NBA nesta temporada.

“O Sixers está bem focado, a gente está bem entrosado, os treinos estão sendo bons. Não sei como estão os outros times, mas é difícil de falar até onde podemos chegar. Temos time suficiente para ganhar o campeonato, a gente tem jogadores com talento, qualidade, vontade para isso, e o Sixers vai vir com todas as forças para tentar ganhar esse título”, analisou Raul Neto, como é chamado na América do Norte.

Com campanha de 39 vitórias e 26 derrotas, o 76ers é o sexto da Conferência Leste e já está classificado para os mata-matas. A equipe fará três amistosos até reestrear oficialmente na NBA, depois de mais de quatro meses sem atuar em jogos oficiais, contra o Indiana Pacers, em 1º de outubro (sábado), às 20h (de Brasília), com transmissão do SporTV para a TV brasileira.

Raulzinho, que está na primeira temporada pela franquia do estado da Pensilvânia, é reserva, mas atuou em 49 das 65 partidas do time, com médias de 11,4 minutos, 4,3 pontos, 1,6 assistência e 1,1 rebote por jogo. Seu contrato com a equipe, três vezes campeã da NBA (1955, 1967 e 1983), se encerra ao fim desta disputa, mas pode ser renovado.

Esta matéria também foi veiculada na edição impressa do Jornal Estado de Minas desta quinta-feira (23)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *