Análise: eliminação no NBB não apaga boa temporada do Minas, que está no rumo certo

Em pé: Silvânio Júnior, Paulo Alberto, Leo Costa, David Jackson, JP Batista, Augusto Alcassa, Felipe Queirós, Ronald Rudson, David Nesbitt, Renan Gitiony, Rafa Moreira e Bruno Porto. Agachados: Shaquille Johnson Sr., Tiago Dias, Davi Rossetto, Luciano Parodi e Gui Santos (Foto: Gaspar Nóbrega/Fiba)
Em pé: Silvânio Júnior, Paulo Alberto, Leo Costa, David Jackson, JP Batista, Augusto Alcassa, Felipe Queirós, Ronald Rudson, David Nesbitt, Renan Gitiony, Rafa Moreira e Bruno Porto. Agachados: Shaquille Johnson Sr., Tiago Dias, Davi Rossetto, Luciano Parodi e Gui Santos (Foto: Gaspar Nóbrega/Fiba)

A eliminação do Minas no NBB perdendo por um feio 3 a 0 para o São Paulo a série semifinal, concretizada no último sábado (15), não apaga a boa temporada do time e, porque não, o bom momento do clube no basquete. O fato de a equipe ter terminado a fase de classificação da liga na segunda posição não mente, era possível mais, em todos os torneios disputados, mas o trabalho precisa de continuidade.

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Pensando em toda temporada 2020/2021, conturbada devido ao contexto de pandemia de COVID-19, o Minas conseguiu se organizar, montar uma equipe menos badalada que na disputa anterior e atingir melhores resultados com um desempenho mais consistente. A equipe foi semifinalista nos três torneios que disputou nesta temporada.

O time comandado pelo técnico Leo Costa também parou nas semifinais da Copa Super 8, quando foi eliminado pelo próprio São Paulo, e da Champions League Américas, ao ser batido pela Real Estelí-NIC. Os números são positivos para os minas-tenistas, já que o clube não figurava na elite do basquete nacional e até internacional há mais de dez anos.

Prova disso, além da boa campanha na Champions, é o fato de a equipe ter voltado a uma semifinal de NBB após cerca de dez anos. Outro ponto de destaque foi a consistência durante a temporada, com um recorde de 14 vitórias seguidas do clube no NBB.

O time de 2020/2021, mesmo somente com a permanência da comissão técnica, do armador Davi Rossetto e dos jovens em desenvolvimento (como o ala-armador Gui Santos e o ala-pivô Felipe Queirós) em relação ao ano anterior, é uma sequência do estrelado trabalho de 2019/2020, que teve as presenças de jogadores como o ala-armador Leandrinho e do ala Alex Garcia.

Bom lembrar também que na temporada passada, mesmo aos trancos e barrancos, a equipe também foi top 4 nos torneios que disputou: Copa Super 8, onde foi semifinalista, e NBB, cancelado devido ao início da pandemia, mas que terminou com o Minas na quarta posição.

Mesmo ainda sem títulos, o Minas deve continuar com ambição para a próxima temporada. A comissão técnica, liderada por Leo Costa, tem mais um ano de contrato, e as movimentações no mercado devem começar a acontecer em breve, até com algumas renovações (todos os contratos se encerram ao fim de maio deste ano, com exceção dos jovens). Por conta da campanha no NBB, o time vai disputar a próxima Champions League, mais um fator motivante para essa sequência de manutenção na primeira prateleira do basquete nacional e latino-americano.

Além disso, uma potencial presença de público a partir de 2022 também é um fator que pode ajudar. Nos últimos anos, o público na Arena Minas Tênis Clube, que sempre foi um ponto fraco do clube, tem crescido com campanhas de destaque e consequente investimento do clube na modalidade.

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