Última chance para Tóquio: Brasil estreia no Pré-Olímpico contra a Tunísia

Brasil fez dois amistosos contra a Polônia como preparação para o Pré-Olímpico e venceu ambos (Foto: Thierry Gozzer/CBB)
Brasil fez dois amistosos contra a Polônia como preparação para o Pré-Olímpico e venceu ambos (Foto: Thierry Gozzer/CBB)

Começa nesta terça-feira (29) a última chance para o basquete masculino estar nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Às 15h (de Brasília), o Brasil enfrenta a Tunísia pela estreia no Torneio Pré-Olímpico, sediado em Split, na Croácia.

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A Seleção Brasileira está no Grupo B do Pré-Olímpico de Split, composto também por Croácia, adversário do Brasil na quarta-feira (30), também às 15h. Cada equipe se enfrenta uma vez, e os dois melhores avançam e cruzam com o Grupo A, de Alemanha, México e Rússia.

No sábado (3), às 9h30 e às 13h, os primeiros colocados de um triangular enfrenta os segundos do outro. Os vencedores duelam no domingo (4), às 14h30, em uma final por uma vaga em Tóquio-2021.

Na Croácia, a presença de público pagante é permitida para pessoas que tenham tomado as duas doses da vacina antiCOVID, tenham um exame recente com resultado negativo para coronavírus ou um teste de anticorpos IgG com resultado positivo.

A chave brasileira

Dona da casa, a Croácia é uma das favoritas e tem como grande destaque o ala Bojan Bogdanović, jogador do Utah Jazz-EUA. Apesar do status dos mandantes, a seleção croata terá os desfalques do ala-pivô Dario Sarić, do Phoenix Suns-EUA, e do pivô Ivica Zubać, do Los Angeles Clippers-EUA, ambos envolvidos na disputa da NBA, que está nas finais de conferência.

Outra equipe forte, a Rússia, seleção melhor colocada no ranking da Federação Internacional de Basquetebol (Fiba) entre os seis envolvidos com nona posição, ancora-se na força coletiva. Os russos têm como principal nome o pivô Timofey Mozgov, do Khimki-RUS.

A Alemanha é o outro time que também se caracteriza pela força coletiva, mas estará desfalcada do seu principal jogador: Dennis Schröder. O armador do Los Angeles Lakers-EUA, não vai participar do Pré-Olímpico por “questões burocráticas” impostas pela Fiba, segundo a federação alemã. Tunísia, do pivô Salah Mejri, e México, do também pivô Gustavo Ayón, correm por fora e são os azarões do Pré-Olímpico de Split.

A Seleção Brasileira

Comandado pelo técnico croata Aleksandar Petrović, o Brasil tenta emendar a terceira participação nos Jogos Olímpicos (após parar nas quartas de final em Londres-2012 e na fase de grupos em Rio-2016). A seleção está em meio a uma transição de gerações, com alguns figurões e outros novos nomes, sejam de destaque na Europa ou no Brasil.

A seleção sofreu com quatro pedidos de dispensa de atletas pré-convocados, o que incomodou o treinador croata: do armador Raulzinho (Washington Wizards), dos ala-armadores Gui Santos (Minas) e Didi Louzada (New Orleans Pelicans); e do ala Marquinhos (São Paulo). O Brasil se preparou com dois amistosos diante da Polônia, que também disputará um Pré-Olímpico, e Petrovic precisou fazer três cortes: do ala-armador Caio Pacheco (Murcia-ESP), do ala-pivô Léo Demétrio (Flamengo) e do pivô Cristiano Felício (Chicago Bulls-EUA).

O elenco brasileiros que disputa o Pré-Olímpico tem: Georginho de Paula (São Paulo), Marcelinho Huertas (Tenerife-ESP), Rafael Luz (Nevežis-Optibet-LIT) e Yago Mateus (Flamengo) – armadores; Vítor Benite (San Pablo Burgos-ESP) – ala-armador; Alex Garcia (Bauru) e Léo Meindl (Fuenlabrada-ESP) – alas; Bruno Caboclo (Limoges-FRA) e Lucas Dias (Franca) – ala-pivôs; Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers-EUA); Lucas Mariano (São Paulo); e Rafael Hettsheimeir (Flamengo).

Outras três vagas em jogo

Há outros três torneios pré-olímpicos, todos com a mesma fórmula, mas disputados em Victoria (Canadá), Belgrado (Sérvia) e Kaunas (Lituânia). Das seleções em disputa, destacam-se: Sérvia, dos armadores Miloš Teodosić e Vasilije Micić e medalha de prata na Rio-2016 (atual MVP da NBA, o pivô sérvio Nikola Jokić não disputará o Pré-Olímpico de Belgrado); Eslovênia, do armador Luka Dončić; Lituânia, do ala Domantas Sabonis e do pivô Jonas Valančiūnas; Canadá, do ala-armador Andrew Wiggins; e Grécia (desfalcada do ala Giannis Antetokounmpo, envolvido nas finais de conferência da NBA).

As seleções já garantidas em Tóquio-2021

O torneio olímpico de basquete masculino começa em 24 de julho. Oito países já estão garantidos, sendo sete via Mundial da Fiba, disputado em 2019 e vencido pela Espanha (bronze na Rio-2016) e um por ser o país-sede. São eles: Japão, Nigéria, Argentina, Estados Unidos (medalha de ouro na Rio-2016), Irã, França, Espanha e Austrália.

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