Segunda derrota seguida dos Estados Unidos faz ‘fantasma’ de 2004 reaparecer

Armador australiano Patty Mills foi o cestinha da partida, com 22 pontos (Foto: Reprodução/Twitter Basketball Australia)
Armador australiano Patty Mills foi o cestinha da partida, com 22 pontos (Foto: Reprodução/Twitter Basketball Australia)

Após impressionante derrota para a Nigéria por 90 a 87, no último sábado (10), em Las Vegas, a seleção dos Estados Unidos sofreu novo revés nessa segunda-feira (12), no segundo amistoso preparatório visando Tóquio-2021. Também na cidade do estado de Nevada, a equipe foi batida pela Austrália, agora por 91 a 83, e o sinal de alerta foi definitivamente ligado.

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Atuais campeões olímpicos, os Estados Unidos ainda não contam com três atletas convocados, mas que estão envolvidos nas disputas das finais da NBA: o armador Jrue Holiday e o ala Khris Middleton, do Milwaukee Bucks, e o ala-armador Devin Booker, do Phoenix Suns. Dentre eles, contudo, somente Booker tem condições de ser titular e trazer algum impacto à equipe, que conta com diversas estrelas da NBA como o armador Damian Lillard e o ala Kevin Durant, líderes do elenco.

Além disso, outro ponto torna a seleção ainda mais forte: o técnico Gregg Popovich, também treinador do San Antonio Spurs e cinco vezes campeão da NBA com a franquia do Texas. A derrota dessa segunda foi somente a terceira dos Estados Unidos em jogos amistosos desde 1992, quando atletas da NBA passaram a ser convocados (além do revés para a Nigéria, uma derrota em agosto de 2019 para a mesma Austrália, em Melbourne, como preparação para o Mundial daquele ano).

Também foi a terceira vez que os Estados Unidos perderam dois jogos seguidos desde 1992. As outras duas aconteceram no Mundial de 2002 – para Iugoslávia, nas quartas de final, e Espanha, na disputa do quinto lugar do torneio – e no Mundial de 2019 – para França, nas quartas de final, e para Sérvia, que levou os Estados Unidos para disputarem e alcançarem somente o sétimo lugar no torneio.

Sempre favoritos ao ouro olímpico ou ao título em qualquer torneio de basquete, os Estados Unidos voltam a conviver com o “fantasma” dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, quando ficaram somente com o bronze (dois anos depois, no Mundial, nova frustração após eliminação nas semifinais; em 2002, também em um Mundial, a equipe foi eliminada, mas nas quartas de final. Depois dos Jogos de Sidney, em 2000, o lugar mais alto do pódio só voltou na Olimpíada de Pequim, em 2008).

Próximo amistoso e grupo em Tóquio-2021

Uma inédita sequência de três derrotas desde 1992  pode acontecer nesta quarta-feira (14), quando os Estados Unidos duelam com a Argentina, em novo amistoso disputado em Las Vegas.  Esta é a penúltima partida amigável da equipe estadunidense, que teve como quinteto titular Lillard, Bradley Beal, Durant, Draymond Green e Bam Adebayo diante da Austrália (o “Team USA” volta a enfrentar os australianos na sexta-feira -16).

Os Estados Unidos estão no Grupo A do Torneio Olímpico, que começa às 22h de 24 de julho. Irã, França e República Tcheca compõem a chave dos ainda favoritos ao ouro.

Os demais grupos (B e C) contam com Austrália, Alemanha, Itália e Nigéria e Argentina, Japão, Espanha e Eslovênia, respectivamente. Os dois melhores de cada chave e os dois terceiros colocados com melhor campanha avançam às quartas de final, com duelos definidos via sorteio.

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