Olimpíada de Tóquio é ‘último baile’ de Luis Scola e Pau Gasol, heróis olímpicos

Scola e Gasol, os camisas 4 de Argentina e Espanha e líderes de gerações de respeito (Reprodução/Twitter Basketball-Evolution @bball_evo)
Scola e Gasol, os camisas 4 de Argentina e Espanha e líderes de gerações de respeito (Reprodução/Twitter Basketball-Evolution @bball_evo)

The Last Dance, ou, em espanhol, el último baile. “Quarentões” do basquete, a Olimpíada de Tóquio marcará o fim de uma era com os possíveis minutos finais dos ala-pivôs Luis Scola e Pau Gasol, de Argentina e Espanha, respectivamente, em torneios de grande porte entre seleções nacionais. Ambos disputarão os últimos Jogos Olímpicos e desfrutam de cada momento do torneio que tem início neste sábado (24), às 22h – e, para variar, tem os Estados Unidos como favoritos ao ouro tanto no masculino quanto no feminino (leia mais sobre isso ao fim deste texto).

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Mas, quando a bola sobe, o ouro estadunidense precisa ser conquistado na quadra. E Scola sabe bem como “tirar o doce” dos “donos” do esporte. Em 2004, na icônica Olimpíada de Atenas, Scola e toda “geração dourada” da Argentina fizeram uma campanha com um início turbulento, mas com decisão nos mata-matas. Após vencer a Grécia nas quartas, os sul-americanos se encontraram com os Estados Unidos para uma semi vencida na base da técnica e da raça, sem chances aos “reis” da modalidade.

Na final, a imponente vitória sobre a Itália consagrou uma geração marcada para a história – e que tinha em Scola, cestinha do jogo do outro, uma grande liderança. E ela foi constatada nos próximos anos olímpicos. Nos Jogos Olímpicos de Pequim, 2008, a façanha contra os Estados Unidos em uma semifinal não se repetiu, mas uma vitória sobre a Lituânia garantiu outro feito ao esporte argentino: o bronze nos Jogos Olímpicos da China.

Em Londres, 2012, Scola e a equipe argentina novamente incomodaram. Eles eliminaram o Brasil nas quartas, perderam mais uma vez para os Estados Unidos na semi, mas não conseguiram o ouro. Já no Rio de Janeiro, 2016, o veterano Scola cruzou com os etadunidenses nas quartas de final, o que interrompeu o sonho de mais uma disputa direta por medalha olímpica.

Caso semelhante é o de Pau Gasol. Eliminado com a Espanha nas quartas de final em 2004 para os Estados Unidos, os espanhóis se colocaram como outro rival dos norte-americanos. Em 2008 e 2012, os europeus ficaram com a prata após derrota para eles na final, e o bronze olímpico em 2016 após derrotarem a Austrália na disputa do terceiro posto. Todos contaram com participação importante de Gasol.

Além disso, tanto Gasol quanto Scola, ambos com 41 anos, têm carreira brilhante no basquete mundial. Gasol teve dominância na Europa e na NBA (com dois títulos da principal liga do mundo), enquanto o argentino se firmou mais em solo europeu, apesar de bons dez anos na NBA. Outro ponto em comum entre eles é a aparição nos torneios de seleções, tanto Mundiais quanto continentais, e auxílio para colocar suas seleções no pódio.

Tóquio

Chavemanto dos Jogos Olímpicos de Tóquio (Foto: Divulgação/FIBA)
Chaveamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio (Foto: Divulgação/FIBA)

O torneio olímpico masculino de Tóquio promete ser equilibrado. Contudo, os Estados Unidos figuram como favoritos ao ouro. Quanto ao restante, o cenário está aberto. Equipes tradicionalmente fortes como Austrália, Espanha, França e Argentina são candidatas a medalha, mas novas caras de Eslovênia e Nigéria prometem dar trabalho e ameaçam os “figurões”. Itália, República Tcheca, Alemanha, Japão e Irã correm por fora na disputa.

As 12 equipes são divididas em três grupos. Os dois melhores de cada chave e os dois melhores terceiros avançam para os mata-matas. Os confrontos e o seguinte chaveamento serão sorteados.

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