Análise: título é importante, mas sequência deve ser priorizada na formação

Jogador que compõe o elenco profissional do Minas, Augusto Alcassa (13) tem motivos para atuar na LDB; já Dikembe André (20), que tem passagem pela Seleção Brasileira principal, vai para a quinta temporada como profissional - a primeira pelo Pinheiros (Foto: João Pires/LNB)
Jogador que compõe o elenco profissional do Minas, Augusto Alcassa (13) tem motivos para atuar na LDB; já Dikembe André (20), que tem passagem pela Seleção Brasileira principal, vai para a quinta temporada como profissional – a primeira pelo Pinheiros (Foto: João Pires/LNB)

Com mais de uma semana de disputa, a edição deste ano da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB) tem movimentado o basquete nacional em um período entre as temporadas 2020/2021 e 2021/2022. Organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), entidade que também administra competições de elite como o Novo Basquete Brasil (NBB) e a Copa Super 8, a competição sub-22 é o principal torneio de base do Brasil.

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A partir do NBB que se inicia em outubro deste ano, a disputa da LDB será obrigatória para equipes que querem disputar o campeonato que molda a temporada do basquete brasileiro.

Nesta LDB, 22 equipes – espalhadas por Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraíba – estão na disputa do título. O Pinheiros foi o último campeão – em 2019, já que a edição de 2020 foi cancelada por conta da pandemia de COVID-19.

Contudo, mais importante que o caneco, é a sequência que os jovens jogadores terão. Alguns deles já têm nível de profissional para atuar com certo impacto ou até compor o banco de reservas no NBB, enquanto outros ainda precisam de maturação – seja na base, em campeonatos estaduais adultos ou até no Campeonato Brasileiro da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), espécie de Segunda Divisão do basquete masculino nacional.

O Brasil sofre com o basquete de base, este gerido quase completamente pela CBB – com exceção da LDB -, muito por conta das dificuldades financeiras de mantimento, estrutura, viagens e afins. Mesmo assim, os torneios acontecem e são ótimas oportunidades de dar sequência ao desenvolvimento dos jovens.

É com esta mentalidade que as equipes da LDB e todas as demais, mesmo as que não estejam na disputa deste torneio – como o Cruzeiro, que perdeu o prazo de inscrição -, devem seguir com o trabalho de base. Falando em LDB, com cinco vitórias e 100% de aproveitamento, Paulistano, Corinthians, Franca, São José e São Paulo lideram o Grupo A, enquanto a outra chave tem o Pinheiros à frente, com quatro triunfos em cinco oportunidades. O campeonato, infelizmente de tiro curto, terá fim em 4 de setembro, após realização da fase de grupos e, depois, mata-matas.

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