Raulzinho espera boa temporada no Washington Wizards e fala de futuro na Seleção Brasileira

Raulzinho vem de sua temporada mais consistente na NBA (Foto: Rob Carr/AFP)
Raulzinho vem de sua temporada mais consistente na NBA (Foto: Rob Carr/AFP)

A temporada 2020/2021 de Raulzinho, a primeira dele no Washington Wizards, foi a mais constante do atleta na NBA. O armador belo-horizontino, de 29 anos, teve a maior média de minutos em quadra (21,9 por partida) e de pontuação (8,7 por jogo) desde que chegou à liga, em 2015, no Utah Jazz, e renovou o contrato até agosto de 2022.

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O Superesportes conversou com o armador, formado no Minas e com passagens pelo basquete espanhol até chegar à NBA, onde também defendeu o Philadelphia 76ers entre 2019 e 2020, sobre a temporada da NBA que se aproxima – início em 19 de outubro – e também sobre o basquete brasileiro.

Raulzinho encontrará um Wizards renovado, com troca de treinador, chegada de atletas experientes para a saída do armador Russell Westbrook. Na última temporada, a equipe foi eliminada na primeira rodada dos playoffs da Conferência Leste, ao perder para o Philadelphia 76ers por 4 a 1.

Já a Seleção Brasileira, sem técnico definida após a saída do croata Aleksandar Petrovic, vive uma “ressaca” depois de não conseguir disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio neste ano. Raulzinho, inclusive, pediu dispensa do Pré-Olímpico, onde o Brasil foi batido pela Alemanha e não foi à Olimpíada, e também do Mundial em 2019, quando o time terminou em 13º de 32 equipes e culminou na disputa do Pré-Olímpico.

Você vem de sua melhor temporada na NBA em todo este tempo, o que credenciou sua renovação por mais um ano. O que espera da temporada que se aproxima, individualmente falando?

“Espero continuar evoluindo, ganhar ainda mais minutos para ajudar a equipe. Tivemos um bom ano, claro que o objetivo era ir mais longe na pós-temporada, mas acho que o saldo foi positivo. Consegui manter um bom nível de jogo, com mais regularidade, me senti bem à vontade em quadra e espero que esta seja uma boa temporada para o time”.

A equipe sofreu algumas mudanças, como a saída do armador Russell Westbrook e a troca no comando técnico (saiu Scott Brooks, entrou Wes Unseld Jr.), mas manteve o ala-armador Bradley Beal, a base jovem da última temporada e conseguiu novas peças com certa rodagem. Como vê o Wizards para a disputa que se inicia e o que espera do novo treinador?

“Acho que temos tudo para fazer uma boa temporada. Tivemos um início de campeonato complicado no ano passado, em razão das lesões e dos desfalques, e a equipe foi se ajustando com a sequência dos jogos. Westbrook saiu, mas chegaram jogadores experientes, que vão dar mais rodagem e qualidade ao grupo, como (Montrezl) Harrell, (Kyle) Kuzma, (Spencer) Dinwiddie e (Kentavious Caldwell-) Pope, e agora é trabalhar forte, fazer uma boa pré-temporada e focar no primeiro objetivo, que é chegar aos playoffs”.

Há pouco tempo, outra “cria” do Minas, o ala-armador Gui Santos, realizou alguns treinamentos no Wizards antes do Draft deste ano – o minas-tenista optou por retirar o nome e deve tentar a seleção no ano que vem. Você conversou com ele? Como acompanha a evolução deste novo nome no basquete nacional?

“Trocamos algumas mensagens depois do treino que ele fez aqui em Washington. Gui vem se mostrando um jogador de potencial, de muito talento, apresentando um jogo de altíssimo nível no NBB e personalidade também nas vezes que atuou pela Seleção Brasileira. Ele vai crescer muito ainda. Acredito que a pandemia tenha atrapalhado bastante todo o processo desse Draft, mas a qualidade do Gui é inquestionável. Torço muito por ele, para que siga evoluindo e que possa chegar à NBA em breve”.

Ainda na linha do basquete nacional, como você viu a campanha dos seus companheiros no Pré-Olímpico e o resultado? Muito se falou a respeito do esporte por conta da ausência no masculino e no feminino, há para você algum ponto crítico que necessita melhorias?

“O Brasil fez um Pré-Olímpico muito bom, chegou jogando um ótimo basquete, competitivo, mas não conseguiu repetir na final as boas atuações que teve ao longo do torneio. E isso faz parte. A Alemanha jogou melhor, teve os seus méritos, mas isso não apaga o trabalho que foi feito até o último jogo na Croácia. Hoje, o mundo todo joga em alto nível, está cada vez mais equilibrado e difícil uma classificação olímpica, muitas seleções fortes, de tradição, assim como Brasil, ficaram fora dos Jogos de Tóquio. Temos um ciclo mais curto para Paris e acredito na força da Seleção Brasileira”.

Agora, a seleção parte, de fato, para uma nova fase, com atletas como você, Vítor Benite, Rafa Luz, Cristiano Felício, Augusto Lima e outros tidos como os mais experientes. Como você observa essa questão? Sente-se preparado para seguir ajudando a seleção nas principais competições, como Mundiais e Olimpíadas?

“Com naturalidade, é um processo, assim como cheguei, ao lado de vários outros, muito jovem à seleção adulta. Agora nós somos mais experientes e vamos ajudar nessa mescla, nesse momento de transição com a saída de alguns nomes e chegada de outros jovens. Tenho muito orgulho em defender a Seleção Brasileira, sempre foi assim, desde as categorias de base, e espero poder colaborar com o meu país ainda por muitos anos”.

Reportagem publicada também no Superesportes e no Jornal Estado de Minas

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