Chegou ao fim mais um NBB; como foi a temporada, e desejos para a próxima

Troféu do NBB segurado por jogador do Franca (Foto: Marcos Limonti/Franca)
Troféu do NBB segurado por jogador do Franca (Foto: Marcos Limonti/Franca)

A 14ª edição do Novo Basquete Brasil (NBB) chegou ao fim nessa quinta-feira (9), com o merecido título de campeão ao Franca – após vitória sobre o Flamengo por 3 a 1 na série final. Agora, teremos mais de quatro meses de descanso da elite do basquete nacional até a próxima disputa, na temporada 2022/2023.

Quanto ao nível técnico, acredito que o NBB não peca. Óbvio que para o público comum, imerso no contexto de NBA, uma questão ou outra pode ser mal vista, mas quem acompanha de perto o basquete nacional sabe que há dominância – basta ver o desempenho dos clubes nos torneios internacionais.

Em termos de organização, também não me queixo, foram 17 equipes disputando um bom torneio – número que deve se manter em torno disso para 2022/2023. Agora, no âmbito mercadológico e atração de público, fico preocupado.

Parece-me que a Liga Nacional de Basquete (LNB) parou no tempo com o NBB após o sucesso inicial do torneio. Podemos colocar que este sucesso seguiu até, mais ou menos, a pandemia de COVID-19, quando já era notória uma queda do torneio.

Desde então, tivemos ginásios não tão cheios (isso é problema crônico, sim, parecia ser o próximo ponto a ser atacado) e, agora, um campeonato “escondido”. Há transmissões via redes sociais (YouTube e TikTok), sim, mas na TV é limitado a ESPN e TV Cultura, sem muito apelo – basta observar outros esportes em outros canais.

Outro ponto: havia (ou há) uma parceria entre LNB e NBA, liga que cresce cada vez mais no Brasil. E, de uma vez por todas: o sucesso da liga norte-americana no país não significa, nunca, que o basquete em geral está em alta. Ao comentar isso, limite-se à NBA.

Dito isso, acredito que falta uma conexão entre a NBA, o crème de la crème, e o produto nacional. Por exemplo, estive na NBA House, montada em São Paulo, para o primeiro jogo das finais. Por alto, 60% daquele público mal sabia que, pouco antes de a bola subir para Golden State Warriors x Boston Celtics, Franca e Flamengo duelavam pelo jogo 2 das finais do NBB.

E, naquele mega evento, nenhuma conexão com o NBB: exposição do troféu, venda de camisas, nada. Nem exibição da segunda partida das finais, o que seria um “aperitivo” à decisão da NBA.

Enfim, acredito que este ponto mercadológico tenha que ser, de novo, o ataque da vez para a temporada 2022/2023. O NBB tem um bom nome, mas parece estar, cada vez mais, entrando em um nicho (basquete brasileiro) dentro de um outro nicho (basquete em geral).

Aguardemos as movimentações. Quero um NBB grande, bem falado, estourado… acho que está bem morno. A bola volta a subir no NBB em 15 de outubro de 2022.