O desempenho dos brasileiros na Summer League da NBA

Gui Santos deixou boa impressão nos jogos da Summer League da NBA com o Warriors (Foto: Divulgação/Golden State Warriors)
Gui Santos deixou boa impressão nos jogos da Summer League da NBA com o Warriors (Foto: Divulgação/Golden State Warriors)

Chegou ao fim no último domingo (17) a Summer League de Las Vegas, Nevada. O torneio entre temporadas da NBA visa ao aproveitamento de jogadores jovens, recém-draftados ou que têm pouco espaço nos times e buscam minutagem ou um contrato dentre os 30 times.

Foram cinco brasileiros em quadra, como mostrou o Basquete Todo Dia em 7 de julho. Abaixo, um resumo da participação de cada um e o que deve acontecer com cada um.

Gui Santos – Golden State Warriors

Draftado este ano pelo Warriors, Gui Santos mostrou basquete – como esperado – e deve conseguir um contrato com o atual campeão da NBA.

Ele pode: assinar para ficar somente com a equipe principal; intercalar entre o time na NBA com o Santa Cruz Warriors na G-League, a liga de desenvolvimento da NBA, com o chamado contrato “two-way”; ficar somente com o time do Warriors na G-League e ser aproveitado no principal somente no futuro; ou ser “emprestado” para uma outra equipe para desenvolver o jogo.

Alguma opção envolvendo a G-League é a mais provável, para que o ala-armador de 20 anos siga próximo ao staff do Warriors.

Gui Santos na Summer League de Vegas

– 7 jogos (titular em 3)

21,9 minutos por jogo
10,8 pontos por jogo
3,2 rebotes por jogo
1,5 assistência por jogo

Didi Louzada – Portland Trail Blazers

Único com contrato garantido na NBA para a temporada 2022/2023, Didi se encaixava no grupo de jogadores que tentava ganhar mais tempo de quadra na principal liga de basquete do mundo. O ala-armador foi campeão da Summer League com o Blazers, mas será que isso bastou?

Diria que não. O jogador de 22 anos foi bem tímido quando esteve em quadra e passou longe de se destacar. Agora, imagina-se que Didi precisará fazer o mais difícil: provar-se na NBA durante a temporada.

Didi na Summer League de Vegas

– 4 jogos (titular em 2)

– 14,9 minutos por jogo
– 0,2 pontos por jogo
– 1,2 rebotes por jogo
– 1 assistência por jogo

https://twitter.com/NBABrasil/status/1549040196410257408

Bruno Caboclo – Utah Jazz

O ala-pivô de 25 anos tentou mostrar à NBA que tem condições de voltar à NBA. Ele também disputou a Summer League de Salt Lake City e teve bons desempenhos, apesar do coletivo não ter acompanhado.

O futuro de Caboclo é uma incógnita, mesmo com os bons momentos no “Summer Jazz”. Penso que ele tem jogo e maturidade para ter um papel considerável em uma das 30 franquias da NBA. Resta aguardar a definição: atua na NBA, na Europa ou retorna para mais uma temporada no Brasil – onde dominou em 2021/2022.

Bruno Caboclo na Summer League de Vegas

– 5 jogos (titular em 3)

– 21,8 minutos por jogo
– 12 pontos por jogo
– 6.4 rebotes por jogo

Léo Meindl – Phoenix Suns

No rol dos jogadores mais experientes que buscam vaga na NBA, o ala de 29 anos teve bons momentos na Summer League. Meindl acabou sendo um jogador de rotação no “Summer Suns” e entregou quando foi requisitado.

Isso foi o bastante para cavar uma vaga na NBA? Creio que, para o contexto de Meindl, não. Tudo pode acontecer, mas apostaria que o jogador segue carreira na Europa.

Léo Meindl na Summer League de Vegas

– 5 jogos (titular em nenhum)

– 12,8 minutos por jogo
– 5,6 pontos por jogo
– 2,8 rebotes por jogo

Tim Soares – Milwaukee Bucks

O pivô Tim Soares era a maior incógnita entre os brasileiros. Aos 24 anos, ele teve poucas oportunidades no Bucks e deve seguir carreira fora da NBA.

Tim Soares na Summer League de Vegas

– 2 jogos (titular em nenhum)

– 6,8 minutos por jogo
– 4,5 pontos por jogo
– 1 rebote por jogo