3 jogadores podem estar com os dias contados no Denver Nuggets
O Denver Nuggets continua a apostar em um projeto de longo prazo — e os resultados, apesar da eliminação na segunda rodada dos playoffs de 2025, seguem positivos. A equipe caiu diante do Oklahoma City Thunder, eventual campeão, após uma batalha intensa de sete jogos.
Agora sob comando de David Adelman, o Nuggets passou por uma offseason estratégica. A franquia se desfez do contrato pesado de Michael Porter Jr., trocando-o por Cam Johnson — ala mais eficiente como espaçador e com custo menor. Além disso, Jonas Valanciunas foi contratado para resolver o antigo problema do pivô reserva, trazendo solidez ao garrafão.
Para reforçar a rotação, veteranos como Bruce Brown Jr. e Tim Hardaway Jr. chegaram para dar mais profundidade ao elenco liderado por Nikola Jokić e Jamal Murray.
Mas como toda temporada da NBA, 2025-26 promete ser longa, imprevisível e exigente. E com possíveis lesões, ajustes de química e necessidades emergentes, o Nuggets pode buscar trocas ao longo do ano. Pensando nisso, o site clutchpoints.com selecionou três nomes do elenco atual que podem se tornar peças estratégicas em possíveis movimentações.
DeAndre Jordan: presença simbólica que pode virar moeda de troca
Aos 37 anos, DeAndre Jordan tem hoje um papel mais simbólico do que técnico em Denver. Ele é um veterano de vestiário, figura respeitada e recurso emergencial em quadra. Em anos anteriores, seu papel fez sentido devido à instabilidade na reserva de pivô. Mas com a chegada de Valanciunas e a possibilidade de utilizar Aaron Gordon ou Zeke Nnaji em formações mais baixas, Jordan tende a perder ainda mais espaço.
Com contrato mínimo e expirante, Jordan pode ser incluído em uma troca para equilibrar salários — sobretudo se Denver buscar uma peça de rotação antes do prazo final de transferências.
Russell Westbrook: reforço ousado que pode perder espaço
A contratação de Russell Westbrook foi uma aposta ousada. O ex-MVP trouxe sua conhecida energia, aceleração e capacidade de criar jogadas, especialmente útil quando Murray não está em quadra. Mas suas limitações no arremesso e o estilo baseado em movimentação e espaçamento dos Nuggets podem dificultar seu encaixe.
Se Adelman não encontrar uma rotação em que Westbrook funcione sem prejudicar o ataque principal, o armador pode se tornar dispensável. Seu contrato curto e acessível é típico de ativos movimentados durante a temporada — especialmente se jogadores como Bruce Brown Jr., Tim Hardaway Jr. ou o jovem Julian Strawther assumirem maior protagonismo.

Peyton Watson: talento jovem que pode ser trocado por necessidade imediata
Peyton Watson, de 22 anos, é um dos projetos mais promissores dos Nuggets. Ala atlético, com 2,03 m de altura e boas ferramentas defensivas, ele representa o futuro da franquia. Mas o problema é que o futuro não é agora. Denver está focado em vencer já. Com nomes como Cam Johnson, Aaron Gordon, Bruce Brown Jr. e Hardaway Jr. monopolizando os minutos nas alas, Watson pode acabar fora da rotação.
Seu contrato de novato com custo controlado é atrativo para equipes em reconstrução, o que faz dele uma peça interessante em trocas por veteranos mais prontos. Isso não desmerece seu potencial — na verdade, o valor de Watson pode ser justamente o que o coloca no radar em uma negociação por um arremessador de elite ou defensor experiente.
O equilíbrio entre paciência e oportunidade
Para os Nuggets, pensar em trocas não é sinal de desespero, mas de preparação inteligente. Jordan, Westbrook e Watson têm perfis distintos, mas todos oferecem flexibilidade de movimentação, seja para lidar com lesões, responder à movimentação de rivais ou ajustar fragilidades que surgirem até o All-Star break.
O núcleo com Jokić, Murray, Gordon, Johnson e Valanciunas está definido. O restante do elenco gira em torno de encontrar a melhor combinação possível para potencializar esse grupo.
Mesmo com a temporada só começando, o histórico recente da NBA mostra que candidatos ao título costumam fazer pelo menos uma movimentação relevante. E no xadrez da NBA, estar pronto para agir rápido pode ser a diferença entre uma nova corrida ao título e mais uma eliminação frustrante.