Franquia foi obrigada a mudar de Conferência na NBA

Em 1988, uma nova franquia da NBA foi estabelecida em Charlotte, Carolina do Norte, sob o nome de Charlotte Hornets. O time rapidamente se tornou um dos mais populares da liga, mas entre 2000 e 2002 passou a perder público, devido à deterioração da reputação de seu proprietário, George Shinn, que enfrentava decisões controversas e um processo por assédio sexual.

Além disso, Shinn estava insatisfeito com o Charlotte Coliseum e frustrado com os atrasos na decisão da cidade em construir uma nova arena. Como resultado, a possibilidade de relocação entrou nos planos de Shinn, que considerou cidades como Norfolk, Louisville, St. Louis e Memphis (a última das quais aplicou no mesmo dia em que o Vancouver Grizzlies se mudava para lá).

Eventualmente, um acordo foi alcançado com Nova Orleães, e a NBA aprovou a mudança, desde que um novo time fosse estabelecido em Charlotte até 2004, o que levou à criação do Charlotte Bobcats.
Os Hornets chegaram a Nova Orleães em 2002 e estrearam contra o antigo time da cidade, o Utah Jazz. Para reforçar a conexão com o basquete da Louisiana, no primeiro jogo já foi aposentado o número de Pete Maravich, que havia jogado tanto na Universidade Estadual da Louisiana quanto pelo New Orleans Jazz.

Mudança de conferência

Apesar das frequentes lesões de Baron Davis, o time conseguiu se classificar para os playoffs em duas temporadas consecutivas. Em 2004, a NBA realocou os Hornets da Conferência Leste para a Conferência Oeste, onde enfrentavam equipes fortes como San Antonio Spurs, Dallas Mavericks, Houston Rockets e Memphis Grizzlies.

A intensa competição, juntamente com as lesões de estrelas como Baron Davis, Jamaal Magloire e Jamal Mashburn, resultaram na pior temporada da história da franquia, com um recorde de 18 vitórias e 64 derrotas, o que marcou a primeira temporada com mais derrotas desde 1992-93.

Os Hornets se mudaram para Nova Orleães em 2002 e estrearam contra o Utah Jazz, antigo time da cidade. Para simbolizar a conexão com o basquete da Louisiana, o número de Pete Maravich foi aposentado logo no primeiro jogo. Maravich teve uma carreira marcante tanto na Universidade Estadual da Louisiana quanto pelo New Orleans Jazz.

Embora Baron Davis tenha sofrido com lesões recorrentes, os Hornets conseguiram se classificar para os playoffs em duas temporadas consecutivas. Em 2004, a NBA transferiu os Hornets da Conferência Leste para a Conferência Oeste, onde enfrentaram equipes fortes como San Antonio Spurs, Dallas Mavericks, Houston Rockets e Memphis Grizzlies. A competição acirrada, junto com lesões de seus principais jogadores como Baron Davis, Jamaal Magloire e Jamal Mashburn, resultaram na pior temporada da história da franquia, com um recorde de 18 vitórias e 64 derrotas, a primeira vez desde 1992-93 que a equipe teve mais derrotas que vitórias.

Após a devastação do furacão Katrina em 2005, os Hornets decidiram jogar temporariamente em Oklahoma City, adotando o nome de New Orleans/Oklahoma City Hornets. A equipe jogou a temporada 2005-06 no Ford Center, com alguns jogos realizados nas arenas da Universidade de Oklahoma, em Norman, e da Universidade Estadual da Louisiana, em Baton Rouge.

Durante essa temporada, os Hornets recrutaram Chris Paul no Draft, que se tornaria a estrela da equipe. Os Hornets permaneceram em Oklahoma City na temporada seguinte, mas realizaram 6 jogos na New Orleans Arena. A boa recepção da cidade levou Oklahoma City a receber posteriormente os Seattle SuperSonics, que se tornaram o Oklahoma City Thunder.

Com a cidade de Nova Orleães se recuperando e novos patrocínios, os Hornets retornaram à cidade em 2007. Boas atuações de Chris Paul e David West garantiram o título da Divisão Sudoeste. Nos playoffs, a equipe derrotou o Dallas Mavericks, mas foi eliminada nas semifinais da Conferência Oeste pelo San Antonio Spurs.

Em 2008-09, os Hornets voltaram aos playoffs, mas foram derrotados pelo Denver Nuggets. A temporada 2009-10 teve resultados abaixo das expectativas, o que levou à demissão do técnico Byron Scott e à eliminação na primeira rodada dos playoffs.

Em 2010, George Shinn considerou vender os Hornets para Gary Chouest, que havia adquirido 25% da franquia, mas as negociações falharam devido aos problemas financeiros do time. Eventualmente, a própria NBA comprou a equipe por US$ 300 milhões. Mesmo com as dificuldades financeiras, os Hornets conseguiram chegar aos playoffs, mas foram derrotados pelo Los Angeles Lakers.

Antes da temporada 2011-12, Chris Paul foi trocado com os Los Angeles Clippers por Eric Gordon, Chris Kaman, Al-Farouq Aminu e uma escolha de primeira rodada do draft. Os Hornets terminaram a temporada com o pior desempenho da Conferência Oeste, com 21 vitórias e 45 derrotas. Em abril de 2012, Tom Benson, proprietário do New Orleans Saints, comprou o time por US$ 338 milhões.

No mesmo ano, os Hornets recrutaram Anthony Davis como a primeira escolha do draft e Austin Rivers com a décima escolha adquirida dos Clippers. Ao final da temporada, Davis ficou em segundo na votação de Novato do Ano, atrás de Damian Lillard, e a equipe fez algumas trocas, incluindo a ida de Emeka Okafor e Trevor Ariza para o Washington Wizards em troca de Rashard Lewis, enquanto Tyreke Evans foi adquirido do Sacramento Kings em troca de Greivis Vásquez.

Tom Benson expressou interesse em mudar o nome dos Hornets para algo mais representativo da Louisiana. Em 2013, a equipe foi rebatizada como New Orleans Pelicans, em homenagem ao pelicano-pardo, ave símbolo do estado.

No ano seguinte, os Charlotte Bobcats reassumiram o nome original da franquia da Carolina do Norte, tornando-se novamente os Charlotte Hornets. Assim, o novo Charlotte Hornets compartilhou a história da franquia que, mais tarde, se tornaria os Pelicans

Na segunda temporada sob o nome de Pelicans, com Anthony Davis se consolidando como uma das estrelas da liga e reforços como Quincy Pondexter e Omar Asik, a equipe quebrou uma seca de quatro anos sem classificação para os playoffs.

Apesar de Davis ter alcançado médias impressionantes de 31,5 pontos, 11 rebotes (estatísticas semelhantes apenas a Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon e Karl Malone nos últimos 20 anos) e 3 bloqueios por jogo, os Pelicans foram eliminados em quatro jogos pelo Golden State Warriors.