Goleiro Alisson deu forte declaração sobre o técnico da Seleção Brasileira
A meta da Seleção Brasileira teve o mesmo dono nas últimas duas Copas do Mundo: o goleiro Alisson, atual titular da amarelinha e uma das estrelas do Liverpool, atual campeão inglês. Mesmo com a crítica e alguns, o arqueiro segue firme na meta do Brasil e deve ser presença na disputa de mais um Mundial, em 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México.
Falando no jogador, uma declaração ao mesmo tempo polêmica e reveladora marcou a recente entrevista de Alisson ao Portal ge. Ao comentar sobre a chegada de Carlo Ancelotti ao comando técnico da Seleção Brasileira, o goleiro foi direto ao abordar o tamanho da responsabilidade que envolve o cargo. Para o atleta, a pressão sobre o técnico da Seleção supera até mesmo a enfrentada pelo presidente da República.
“É um cargo muito pesado. Acho que, no Brasil, se cobra mais do treinador da seleção brasileira do que do presidente da República. Isso por causa da paixão, do amor que temos pelo futebol, da vontade de ver a Seleção brilhar novamente”, afirmou, destacando o nível de exigência em torno da equipe canarinho.
Titular nas duas últimas Copas do Mundo, Alisson também demonstrou entusiasmo com a chegada do técnico italiano, multicampeão europeu.
“É uma pessoa extremamente respeitada no mundo todo. E esse respeito que vem de fora é compartilhado por nós aqui dentro também. É uma honra, um privilégio poder trabalhar com o Ancelotti”, completou.
Apesar do otimismo em relação ao novo ciclo, o goleiro também foi honesto ao falar sobre as decepções recentes com a Seleção, especialmente nos Mundiais.
“Infelizmente, nas últimas duas Copas, a gente não conseguiu. Como equipe e, individualmente, nas penalidades, eu não fui bem. Isso me incomoda, me frustra… talvez mais do que qualquer crítica que receba no Brasil”, desabafou, demonstrando maturidade e autocrítica.
Pressão sobre uma Seleção que não vence a Copa desde 2002
As falas de Alisson surgem em um momento de transição e expectativa para o futebol brasileiro, que busca retomar seu protagonismo global sob a liderança de Ancelotti. O desabafo do goleiro escancara não apenas a pressão que acompanha a Seleção, mas também a intensidade da relação emocional entre o povo brasileiro e o futebol — um esporte que, no país, vai muito além das quatro linhas.