Em meio a disputa do Mundial, Globo manda Gustavo Villani arrumar as malas
O Super Mundial de Clubes entra na reta final e agita não só os torcedores, mas os bastidores das emissoras. A principal delas é a Globo, que na fase mata-mata transmite todos os jogos e estará exibindo as partidas das quartas de final que começam na próxima sexta-feira (4). Pensando nisso, o canal carioca já mandou Gustavo Villani preparar as malas, visando mais uma partida do torneio.
Após o sucesso de audiência da transmissão do Mundial de Clubes no Brasil, a TV Globo decidiu enviar o narrador Gustavo Villani e o comentarista Roger Flores para os Estados Unidos, onde farão a cobertura ao vivo da partida entre Fluminense e Al-Hilal. A informação foi divulgada pelo jornalista Gabriel Vaquer, da Folha de S.Paulo.
A vitória do Fluminense sobre a Inter de Milão alcançou 31 pontos de audiência no Rio de Janeiro, e a expectativa da emissora é repetir ou até superar esses números no confronto decisivo contra a equipe saudita.
Além de Villani e Roger, outros nomes da Globo também estão nos Estados Unidos. Luis Roberto, Caio Ribeiro e Júnior irão comandar a cobertura de Palmeiras x Chelsea, marcado para sexta-feira (4), às 22h (horário de Brasília). A emissora fará a cobertura presencial dos dois jogos envolvendo clubes brasileiros nesta edição da Copa do Mundo de Clubes.
Villani já se mostrou incomodado por não ir ao Catar em 2022
A atual situação é bem diferente de 2022 quando o narrador revelou sua frustração por não ter sido escalado para cobrir o torneio a Copa do Mundo in loco no Qatar. Ele permaneceu no Brasil, de onde comandou as transmissões diretamente dos estúdios da emissora.
Em entrevista ao canal de Duda Garbi, Villani foi direto ao falar sobre a decepção: “Eu vivo dos meus sonhos, dos meus projetos pessoais, não apenas do que a empresa planeja para mim. Estou puto por não ir ao Qatar porque, depois de ficar de fora em 2018, eu esperava estar lá agora. Narrei a final de 2014, sonhava com 2022.”
Apesar do desabafo, o narrador deixou claro que compreendeu a decisão da Globo. Segundo ele, a emissora optou por manter dois terços da equipe de transmissão no Brasil por questões logísticas e econômicas. “Não estou puto com a Globo. Entendo o contexto: teve pandemia, o câmbio disparou, é uma Copa cara. Nem o Cléber Machado vai. Vamos dividir os melhores jogos por aqui, está tudo certo”, afirmou.
A Globo levou apenas Galvão Bueno (que ainda estava na emissora) e Luis Roberto para as narrações no Qatar. Villani encerrou a entrevista reconhecendo o mérito dos colegas que foram no evento. “Eu não posso me achar acima da obviedade. Os caras merecem estar lá. Eu também acho que merecia, mas não é uma questão pessoal com a Globo — é o cenário.”