Luka Doncic entrou em ação nos bastidores e conseguiu estrela para os Lakers
Antes de acertar, com certa dose de sorte, a contratação de Marcus Smart, o Los Angeles Lakers avaliou a possibilidade de negociar por um ala veterano com perfil 3-&-D, em busca de suprir a ausência de Dorian Finney-Smith.
Entre os alvos considerados, a franquia demonstrou interesse em um possível retorno de Kentavious Caldwell-Pope e também tentou investir em um arremessador com aproveitamento de 38% nas bolas de três, segundo Brett Siegel, do portal ClutchPoints.
“Los Angeles chegou a entrar em contato com o Minnesota Timberwolves para saber da disponibilidade de Donte DiVincenzo, mas os Wolves não demonstraram interesse, de acordo com fontes”, informou Siegel no dia 21 de julho.
O salário de Gabe Vincent, de 11,5 milhões de dólares, seria compatível com o de DiVincenzo. No entanto, mesmo com a carência de um armador reserva para Mike Conley, de 37 anos, Minnesota tornou DiVincenzo peça essencial no elenco após a saída de Nickeil Alexander-Walker, que assinou com o Atlanta Hawks.
Por que os Lakers miraram Donte DiVincenzo?
DiVincenzo, de 28 anos, teve médias de 11,7 pontos, 3,6 assistências, 3,7 rebotes e 1,2 roubos de bola na última temporada, com um excelente aproveitamento de 39,7% nos arremessos de três pontos. Com a saída de Alexander-Walker, ele deve ganhar ainda mais protagonismo nos Timberwolves.
Antes de chegar a Minnesota, o armador ítalo-americano de 1,93m viveu sua melhor temporada na NBA com o New York Knicks em 2023-24, registrando 15,5 pontos de média e 40,1% de acerto nas bolas de três — os melhores números da carreira.
Além da eficiência ofensiva, DiVincenzo se consolidou como um defensor sólido fora da bola, com boa leitura de jogo e constância nos arremessos de perímetro. Apesar da negativa dos Wolves, o nome do jogador chegou a ser incluído no pacote liderado por Rudy Gobert em uma proposta por Kevin Durant — negociação que não avançou, segundo Brian Windhorst, da ESPN americana.
Doncic entrou em ação e impulsionou contratação de Marcus Smart
A recusa por DiVincenzo acabou sendo amenizada por uma grande virada nos bastidores: Marcus Smart aceitou se juntar ao Lakers, em parte graças à influência direta de Luka Doncic, novo astro da franquia. Segundo Windhorst, o esloveno ligou pessoalmente para o jogador algumas vezes, o que foi decisivo para a escolha do ex-atleta do Boston Celtics.
“Independentemente de Smart dar certo ou não, o ponto principal é que Luka está trabalhando alinhado com a diretoria do Lakers”, afirmou Windhorst no podcast Hoop Collective. “Ele entendeu a mensagem da franquia e agiu com ela — aparentemente, mais de uma vez.”
De acordo com Shams Charania, da ESPN americana, os Lakers venceram uma concorrência acirrada contra Phoenix Suns e Milwaukee Bucks para fechar com Smart. Ter Doncic como peça-chave nas negociações é um indicativo do bom relacionamento entre o jogador e a organização — fator importante, já que o esloveno estará elegível para uma extensão de contrato máxima a partir de 2 de agosto.
“Esse tipo de postura não era comum em Luka”, comentou Tim McMahon, repórter da ESPN americana e colega de podcast de Windhorst. “No início da carreira, ele dizia: ‘Eu jogo. A diretoria monta o time. Não quero me envolver’. E ele não cresceu na cultura da AAU, onde o recrutamento entre jogadores é constante.”
Smart é o segundo reforço trazido com a ajuda de Doncic nesta offseason, depois da chegada do pivô Deandre Ayton, também recrutado com envolvimento direto do craque esloveno.