Mesmo sem poder jogar, esse é o possível salário de Damian Lillard no Portland
Damian Lillard está prestes a fazer história de uma forma inédita na NBA: será o jogador mais bem pago da liga em uma temporada em que nem sequer entrará em quadra, números que tornam o possível feito do atleta algo histórico, mesmo para uma liga milionária.
Na temporada 2025-26, Stephen Curry será oficialmente o atleta com o maior salário da NBA, ganhando 59,6 milhões d dólares — valor que subirá para US$ 62,5 milhões no ano seguinte. Logo atrás aparecem Anthony Davis e Giannis Antetokounmpo, com US$ 57,6 milhões cada, seguidos por Nikola Jokic e Joel Embiid, ambos com US$ 55,2 milhões.
Esses salários milionários refletem as superextensões assinadas nos últimos anos, cujos valores alcançarão picos impressionantes até o fim da década, aproximando a NBA da marca simbólica de US$ 1 milhão por jogo da temporada regular (com 82 partidas).
Em 2029, Shai Gilgeous-Alexander deve ultrapassar a marca dos US$ 70 milhões (US$ 70,5 milhões), e Jayson Tatum poderá até superá-lo, caso exerça sua opção de jogador avaliada em US$ 71,4 milhões. Mas nenhum desses nomes receberá tanto quanto Damian Lillard — mesmo sem jogar.
O maior salário da história da NBA… para um jogador lesionado
Aos 34 anos, Damian Lillard deverá embolsar cerca de US$ 70 milhões em 2025-26, totalizando US$ 141 milhões nos próximos dois anos — tudo isso afastado das quadras por conta de uma ruptura no tendão de Aquiles sofrida em abril, sua última atuação pelo Milwaukee Bucks. A expectativa é que ele só volte a jogar na temporada 2026-27, quando terá 36 anos.
Nenhum atleta na história da NBA recebeu tanto sem jogar. A situação mais próxima foi a de Kevin Durant, que, após sofrer a mesma lesão, recebeu US$ 38 milhões (ou US$ 39 milhões com bônus) em 2019-20, sua primeira temporada com o Brooklyn Nets. Durant havia assinado com os Nets logo após o fim de sua passagem pelos Warriors, sem previsão de jogo naquele ano.
Escolhido na sexta posição do Draft de 2012 e estreante do ano, Lillard foi sete vezes All-Star pelos Blazers, franquia onde construiu sua reputação com anos de lealdade. Em 2023, após uma década de frustrações e sem chances reais de título, pediu para sair. Seu destino desejado era o Miami Heat, mas acabou em Milwaukee, que tentava reviver os dias de glória de 2021 e convencer Giannis a permanecer competitivo.
Mesmo com mais de US$ 216 milhões restantes em contrato, Lillard chegou sem plena convicção. A parceria ruiu rapidamente, com problemas de entrosamento, lesões e duas eliminações seguidas na primeira rodada dos playoffs. A segunda delas aconteceu após Lillard voltar de uma trombose, apenas para sofrer a grave lesão no tendão de Aquiles.
Temendo perder Giannis, os Bucks agiram rápido e contrataram o pivô Myles Turner por US$ 107 milhões após seu bom desempenho com o Indiana Pacers. Para isso, precisaram liberar espaço no teto salarial, e a solução foi radical: dispensar Lillard com a maior extensão de salário e isenção da história da NBA.
Os Bucks ainda deviam quase US$ 113 milhões a Lillard. Optaram por parcelar esse valor em cinco anos, o que impactará os livros da equipe até 2030 (cerca de US$ 22,5 milhões por ano). Embora o impacto salarial seja diluído, Lillard seguirá recebendo como se o contrato original estivesse ativo.
Livre no mercado, recusou propostas — inclusive dos Celtics — e surpreendeu ao voltar para o Portland Trail Blazers, assinando um novo vínculo de três anos e US$ 42 milhões, com opção de jogador no terceiro ano.
Nos próximos dois anos, Lillard receberá US$ 141 milhões, somando o valor que os Bucks ainda lhe devem ao novo contrato com os Blazers. Mesmo considerando a cláusula de compensação, que retorna cerca de US$ 12 milhões a Milwaukee ao longo de dois anos, Lillard ainda garantirá cerca de US$ 64 milhões por temporada, sem entrar em quadra em 2025-26.
É um retorno improvável, e um dos mais lucrativos da história da NBA — tanto para Portland quanto para o próprio Lillard.