Famoso dirigente prepara a caneta para comprar SAF de rival do Flamengo

Está cada vez mais comum o torcedor ver o noticiário e se deparar com uma nova SAF no futebol brasileiro. E a bola da vez vem do Rio de Janeiro, com um rival do Flamengo prestes a ser comprado por um famoso cartola, provando que era dos clubes sendo comprados veio para ficar.

Marcos Braz, dirigente do Remo, e ex-cartola do Flamengo ao lado do rapper L7nnon são os novos investidores da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Olaria, tradicional equipe do subúrbio e rival dos grandes no Campeonato Carioca.

O clube já aprovou, nesta segunda-feira (6), a venda de 95% de sua operação futebolística. No entanto, conforme apuração do portal Itatiaia, a dupla não será majoritária no controle da SAF. A maior parte das ações seguirá nas mãos da empresa Ric’s Internacional Estrelas do Esporte, que já comanda o clube desde 2020.

Créditos: Instagram / olaria_ac

Participação de Marcos Braz e L7nnon

O gerente de futebol do Olaria e futuro diretor da SAF, Wellington Calutá, detalhou o andamento das negociações, que vai sacramentar mais uma sociedade anônima do futebol aqui no nosso país. Algo que vem sendo comum não só entre os grandes, mas em times emergentes.

“São dois nomes de destaque no cenário estadual, cada um em sua área. O Marcos Braz é uma referência no futebol, está no Remo e já vinha participando das reuniões com o objetivo de investir no Olaria”, explicou Calutá em entrevista exclusiva à Itatiaia.

Estrutura societária da SAF do Olaria

Durante reunião realizada no último dia 21 de julho, os sócios do Olaria aprovaram o estatuto da SAF e definiram a estrutura de participação entre as empresas envolvidas:

  • Ric’s Internacional Estrelas do Esporte – 35% (maior acionista)
  • DTS Serviços Integrados de Telecomunicações – 30% (empresa ligada a Marcos Braz)
  • DLA Investments – 30% (empresa que tem L7nnon como sócio)

O que muda na prática

Com a criação da SAF, a nova sociedade assumirá a gestão de todo o departamento de futebol do clube, incluindo o tradicional estádio Antônio Mourão Vieira Filho, o popular “Rua Bariri”. Já as áreas sociais e instalações não relacionadas ao futebol permanecerão sob a administração da associação civil do Olaria.

A mudança estrutural surge como uma tentativa concreta de reverter a crise financeira e dar um novo rumo ao clube centenário do futebol carioca. Time de algumas glórias, como o Campeonato Brasileiro da Série C, em 1981, e que agora busca um novo horizonte.