Vacilo da Nike com Stephen Curry fez empresa perder fortuna de cair da cadeira

Em 2013, a Nike cometeu um dos erros mais caros da história do esporte ao perder Stephen Curry para a Under Armour. O que poderia ter sido uma simples renovação de contrato acabou se tornando um movimento que mudou o mercado e rendeu à concorrente um dos patrocínios mais valiosos do basquete.

Na época, Curry usava Nike desde o início da carreira e começava a se firmar como um dos melhores arremessadores da NBA, embora ainda sem MVPs ou títulos. Com 90% do mercado de tênis de basquete, a Nike tinha todos os motivos para mantê-lo, mas ofereceu apenas US$ 2,5 milhões por ano, sem garantia de um modelo exclusivo.

A reunião decisiva foi um desastre: executivos, incluindo o então vice-presidente Nico Harrison (hoje GM do Mavericks), chegaram despreparados, pronunciaram o nome do jogador como “Steph-on” e apresentaram slides que ainda traziam o nome de Kevin Durant, vestígio de outra proposta. Para Dell Curry, pai do jogador, aquilo bastou para encerrar as negociações.

Tímida empresa do basquete decidiu agir

A Under Armour, ainda pequena no basquete, aproveitou a oportunidade. O CEO Kevin Plank ofereceu US$ 4 milhões anuais e, mais importante, participação acionária, transformando o contrato em uma parceria de longo prazo.

Quando Curry assinou, em 2013, a receita anual da marca no basquete era de US$ 14 milhões; hoje, apenas a linha Curry fatura mais de US$ 1 bilhão por ano. As ações da empresa chegaram a valorizar mais de 1.200% no auge do jogador.

Crédito: Instagram / stephencurry30

A decisão da Nike de “economizar” cerca de US$ 5 milhões por ano custou aproximadamente US$ 14 bilhões em valor de mercado na década seguinte. A marca Curry se tornou a segunda maior linha de tênis de basquete nos EUA, atrás apenas da Jordan, e consolidou Curry como ícone global, quatro vezes campeão da NBA, duas vezes MVP — incluindo o primeiro unânime — e maior arremessador de três pontos da história.

Para Nico Harrison, o episódio ganhou um paralelo amargo: em 2025, já no comando do Mavericks, foi criticado por trocar Luka Doncic para o Lakers, outro talento geracional subestimado.

Hoje, a Nike segue dominante, mas nunca recuperou a perda cultural e de mercado causada pela saída de Curry. Já a Under Armour, antes irrelevante no basquete, está firmemente inserida na disputa com as gigantes do setor.

O caso se tornou um alerta no mundo dos negócios esportivos: diante de um talento único, não se economiza — garante-se que ele se sinta prioridade máxima. A rejeição de Curry não foi apenas um erro; foi um prejuízo de US$ 14 bilhões que redefiniu o mercado de tênis de basquete.