Lenda da NBA, Shaquille O’Neal pega de surpresa e admite dependência

Shaquille O’Neal abriu o jogo sobre um dos períodos mais difíceis de sua trajetória no Hall da Fama: sua prolongada dependência de analgésicos. O tetracampeão da NBA contou que, durante quase duas décadas, os medicamentos para dor fizeram parte de sua rotina diária, enquanto enfrentava as constantes lesões e desconfortos típicos da liga. Em vez de seguir à risca as orientações médicas, Shaq admitiu que aumentava as doses por conta própria apenas para continuar jogando.

“Eu fazia as contas do meu jeito. Se dizia para tomar um, eu tomava três”, disse ao Los Angeles Times. “Por 19 anos, era sanduíche, batata frita e dois comprimidos.”

Ex-jogador passou a conviver com problema permanente na saúde

Apesar de nunca ter sido suspenso por uso de substâncias, o abuso acabou comprometendo sua saúde renal de forma permanente. O’Neal revelou que, em vários momentos, só conseguia entrar em quadra depois de se medicar — uma estratégia que apenas mascarava a dor e gerava preocupação crescente entre os médicos.

“Agora tenho problemas renais limitados. Não é um tratamento constante, mas tomei tantos analgésicos que [os médicos] disseram: ‘Ei, cara, chega. Você precisa ter cuidado’”, relatou.

Ao longo de sua carreira, o pivô de 2,15 m e 145 kg sofreu com lesões frequentes e buscou diferentes formas de se manter competitivo. Nenhuma, porém, se mostrou tão eficaz quanto os analgésicos — e, com o tempo, as doses foram aumentando.

Felizmente, Shaq conseguiu se livrar do vício sem consequências ainda mais graves. Hoje, é lembrado como um dos maiores jogadores da história, com médias de 23,7 pontos, 10,9 rebotes e 2,5 assistências por jogo, além de 66,7% de aproveitamento nos arremessos.

Créditos: Instagram / shaq

Embora seja difícil medir o impacto real dessa dependência em sua carreira, O’Neal reconhece que ela o ajudou a jogar apesar da dor — algo que pode ter prolongado sua permanência na liga, mas custou caro à sua saúde. Sua história é um lembrete de que, por trás das grandes conquistas esportivas, muitas vezes existem batalhas silenciosas e desgastantes que nem sempre vêm à tona.