R$ 250 milhões: tricolor recebeu oferta na mesa para se tornar SAF
O Paraná Clube recebeu uma nova proposta vinculante para a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A oferta, no valor de R$ 250 milhões por 90% das ações, foi protocolada na última terça-feira (26) pelo empresário Eduardo Nagib Gomes de Salles, conforme apuração exclusiva do portal Lance!, revelado na última quarta-feira (27).
A proposta, já apresentada dentro do processo de Recuperação Judicial (RJ), detalha o investimento em um plano de 10 anos:
- R$ 120 milhões destinados ao pagamento de dívidas;
- R$ 130 milhões voltados para o futebol e melhorias estruturais.
Estrutura do pagamento das dívidas
- R$ 66 milhões em 120 parcelas de R$ 550 mil (Recuperação Judicial);
- R$ 54 milhões em 120 parcelas de R$ 450 mil (Receita Federal e Banco Central).
A ideia é que o clube destine R$ 1 milhão por mês ao abatimento das dívidas, o que reduziria o passivo em R$ 12 milhões por ano até completar as 120 parcelas.
Como seria o investimento pensando no clube?
- R$ 60 milhões no futebol profissional;
- R$ 30 milhões para a construção de um novo Centro de Treinamento;
- R$ 12 milhões nas categorias de base;
- R$ 12 milhões em projetos sociais e educacionais;
- R$ 7,2 milhões para a folha de funcionários (CLT e terceirizados);
- R$ 4,8 milhões em marketing e sócio-torcedor;
- R$ 4 milhões em infraestrutura.
Salles se comprometeu ainda a reinvestir receitas extras — como TV, bilheteria, premiações e patrocínios — diretamente no futebol, além de garantir que patrimônios como a sede da Kennedy não serão vendidos, mas sim explorados comercialmente pela SAF.
Situação de crise no clube paranaense
O clube vive momento delicado. Recentemente, desistiu de disputar a Taça FPF, competição que garante vaga na Copa do Brasil de 2026, alegando “inviabilidade econômica e estrutural”. A decisão gerou frustração, já que o próprio Paraná havia solicitado a retomada do torneio.
Atualmente, o Tricolor está na Segundona do Campeonato Paranaense e não possui calendário nacional. A dívida total do clube subiu para R$ 171,6 milhões em 2024, enquanto o déficit anual foi de R$ 8,4 milhões. Diante do cenário, o Paraná tem apostado em outros esportes para manter sua marca ativa, como futsal, fut7, futebol americano e futevôlei — todos geridos de forma terceirizada.