Ficamos sem palavras com o valor ATUALIZADO da dívida do Corinthians
O Corinthians acumula atualmente um passivo de R$ 125,6 milhões em decisões desfavoráveis da Fifa, resultado da rescisão unilateral com o meia paraguaio Matías Rojas e de outras condenações ligadas a transferências internacionais envolvendo as contratações de Félix Torres, Rodrigo Garro, Maycon, José Martínez e Charles.
Essas dívidas, que podem aumentar com a incidência de juros e multas, não se restringem aos casos já julgados. O clube ainda precisa resolver pendências com o Tokushima Vortis, relativas à compra do zagueiro Cacá, e com o New York City, referente ao empréstimo de Talles Magno.
Parte das condenações já foi ratificada pela Corte Arbitral do Esporte (CAE), que confirmou duas sentenças, incluindo a que resultou no transfer ban — punição que impede o registro de novos jogadores até que as dívidas sejam quitadas.
As outras quatro ações seguem em tramitação, aguardando julgamento. Enquanto isso, o recurso apresentado pelo departamento jurídico corintiano ainda não foi analisado, o que adia uma definição definitiva sobre o caso.
Valores das condenações junto a Fifa
- Santos Laguna (Félix Torres) – R$ 40 milhões
- Talleres (Rodrigo Garro) – R$ 23,3 milhões
- Shakhtar Donetsk (Maycon) – R$ 6,7 milhões
- Philadelphia Union (José Martínez) – R$ 8 milhões
- Midtjylland (Charles) – R$ 6,3 milhões
- Matías Rojas – R$ 41,3 milhões (descumprimento de contrato)
Diante desse cenário, o clube revisou seu planejamento financeiro para 2025, alterando a previsão orçamentária. O novo documento aponta um déficit estimado em R$ 83,3 milhões, revertendo a projeção anterior de superávit de R$ 37,5 milhões — uma diferença negativa de R$ 120,9 milhões.
O impacto das condenações, somado aos compromissos já existentes, faz com que a diretoria projete cerca de R$ 209 milhões em despesas com encargos e juros, dentro de um endividamento total próximo de R$ 2,6 bilhões. Para conter o avanço das sanções esportivas e financeiras, a administração busca revisões orçamentárias e acordos judiciais que evitem novos bloqueios e agravamento da crise.