John Textor toma decisão e revela quando vai deixar o Botafogo
John Textor quebrou o silêncio sobre os rumores de uma possível saída da SAF do Botafogo. Em entrevista ao portal ge, concedida na última segunda-feira (6), o empresário americano garantiu que não há disputa com o clube social pelo controle do Alvinegro.
Durante a manhã, circularam em grupos de WhatsApp informações sobre um suposto encontro entre João Paulo Magalhães Lins, presidente do clube social, e representantes das empresas Eagle e Ares — esta última responsável por financiar a compra do Lyon por Textor. João Paulo, que assumiu o Alvinegro em dezembro do ano passado, chegou a se declarar “soldado de Textor” ao tomar posse.
“Não costumo comentar rumores, mas esse ganhou muita força, então vou esclarecer. Essa notícia é totalmente infundada. Não existe reunião da Eagle sem a minha participação. Sou o sócio majoritário da Eagle Football Holdings, que é dona da Eagle Football Holdings MIDCO, da qual sou o único diretor” – disse Textor.
O empresário afirmou ainda ter conversado diretamente com João Paulo, que negou qualquer diálogo com representantes da Ares. Textor reiterou que não existe disputa de poder com o clube social.
“O João Paulo é o responsável pelo clube social, e eles têm direito a suas opiniões. O clube social possui 10% do Botafogo e está sempre convidado a colaborar quando quiser, mas a Eagle Football detém 90%. Não somos o Vasco, isso não é a 777. Temos bons acionistas, e a governança do clube está sólida — não há necessidade de mudanças.”

Citação ao rival Vasco
A fala faz referência ao episódio envolvendo o Vasco, cujo presidente Pedrinho entrou na Justiça em 2024 para afastar a 777 Partners, antiga dona da SAF, devido a problemas financeiros. Atualmente, o clube cruz-maltino voltou a ser uma empresa independente, sem investidor majoritário.
Data da saída do Botafogo: somente quando morrer
Questionado sobre a situação financeira do Botafogo, Textor garantiu que o clube segue em condições saudáveis:
“Os acionistas continuarão ajudando. Já disse que quero morrer neste clube — e é no Botafogo que vou morrer. Não sei se serei o líder para sempre, nem por quantos anos alguém aguenta essa intensidade (risos), mas a Eagle Football vai continuar apoiando o Botafogo. Os torcedores não precisam se preocupar. Temos nossas divergências internas, como toda família, mas vamos superar tudo isso juntos.”