Carrasco do Palmeiras na Libertadores é dispensado e não tem onde jogar

O futebol mostra que muitas vezes é de fato uma “caixinha de surpresas”. Jogadores que vinham brilhando e encantando por suas equipes podem ir da glória para o fundo do poço em questão de tempo. E é exatamente isso que acontece com um argentino que já foi carrasco do Palmeiras na Copa Libertadores.

Um dos grandes nomes do Boca Juniors nos últimos anos, Darío Benedetto vive um momento delicado na carreira. O atacante de 35 anos foi dispensado pelo Newell’s Old Boys após apenas nove partidas e acumula um jejum de gols que já dura um ano e meio.

A rescisão ocorreu após a mudança de comando técnico no clube. Com a saída de Cristian Fabbiani e a chegada de Lucas Bernardi, o novo treinador comunicou que não contava com o jogador para a sequência da temporada. O contrato de Benedetto tinha validade até junho de 2026.

No Newell’s, o desempenho do atacante ficou muito abaixo das expectativas. Além de não marcar nenhum gol, ele perdeu um pênalti contra o Belgrano e foi alvo de críticas da torcida pelo baixo rendimento.

Três clubes desde a saída do Boca Juniors

Esta foi a terceira equipe de Benedetto desde que deixou o Boca Juniors em 2024, após atritos com a diretoria e parte da torcida. Seu último gol foi justamente com a camisa xeneize, em 5 de fevereiro do ano passado. Desde então, o argentino passou por Querétaro (México) e Olimpia (Paraguai), mas sem sucesso.

Até sua saída, Benedetto era considerado um dos principais atacantes da era recente do Boca, com 71 gols marcados, o que o coloca como 19º maior artilheiro da história do clube – números comparáveis aos de Martín Palermo, um dos maiores ídolos da equipe.

Convocado para a seleção argentina nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, Benedetto também teve passagens por Olympique de Marselha e Elche, antes de retornar ao Boca em 2022.

Brilho contra o Palmeiras em 2018

O atacante ganhou notoriedade no Brasil ao se tornar o “carrasco” do Palmeiras nas semifinais da Libertadores de 2018. Na ocasião, o argentino marcou três gols em dois jogos e foi o grande responsável por classificar o Boca Juniors para a final daquela edição do torneio. Na decisão, seria derrotado pelo grande rival River Plate.