Garoto de apenas 12 anos conseguiu ponto pra cima de Michael Jordan

Participar de um acampamento de uma semana com Michael Jordan já seria uma experiência inesquecível. Mas ser escolhido pelo próprio astro da NBA para demonstrar uma jogada ao seu lado é algo de outro nível. Foi exatamente isso que aconteceu com Wayne Drehs, hoje repórter da ESPN, durante um acampamento de verão da Nike, em 1989 — quando ele tinha apenas 12 anos.

Como qualquer outra criança presente, Drehs ficou hipnotizado ao ver seu ídolo de perto. O que ele não esperava era que Jordan apontasse diretamente para ele para ajudá-lo a demonstrar o movimento de tripla ameaça — uma das jogadas que o craque do Chicago Bulls ensinava aos jovens naquele dia.

Seguindo as instruções de Jordan à risca, Drehs executou o lance com perfeição — e ainda acertou o arremesso, com o próprio MJ atuando como defensor. Atônito, voltou para o seu lugar, saboreando o momento: ele havia acabado de marcar um ponto sobre o maior jogador de basquete de todos os tempos.

Mas o que parecia o auge da experiência estava longe de terminar. Jordan o chamou de volta. Dessa vez, o garoto seria o defensor.

“O Jordan não tentou bloquear meu arremesso — se tivesse tentado, a bola teria voltado direto no meu rosto”, brincou Drehs. “De alguma forma, ela caiu na cesta. Na minha cabeça, todo o ginásio vibrou, mas não sei se isso realmente aconteceu. Quando comecei a voltar para o meu lugar, Jordan me chamou de novo, apontou para o topo do garrafão e disse: ‘Agora é sua vez de defender’.”

Jordan não deixava ninguém sair impune

Ainda atordoado, Drehs assumiu a posição de defesa. Ele sabia que era apenas uma demonstração, mas o nível de intensidade de Jordan fazia parecer um jogo real de um contra um. O garoto fez o seu melhor, mantendo a postura e tentando acompanhar os movimentos do ídolo.

“Entrei na posição defensiva — bunda baixa, mãos abertas, peso nas pontas dos pés — esperando o movimento dele”, relembrou Drehs. “Jordan fingiu um, dois, seis… vinte arremessos. Eu caí em todos. Depois da finta número 200, misericórdia: ele passou pelo meu ombro esquerdo e voou em direção à cesta. Quando me virei, só vi a parte de trás da cabeça dele subindo para uma enterrada perfeita.”

Drehs foi aplaudido e pôde se sentar novamente, enquanto Jordan retomava a explicação da jogada. A demonstração havia acabado — mas a lembrança ficaria para sempre.

Anos depois, Drehs descobriu que o episódio combinava perfeitamente com o lendário espírito competitivo de Jordan.

“Durante o tempo em que Jordan jogava em Chicago, meu irmão ficou amigo de Jason Caffey, um de seus companheiros nos Bulls. Ele contava que, quando Jordan perdia uma partida de sinuca, não saía do bar até conseguir a revanche”, contou. “Naquela tarde de 1989, o rival que ele precisava vencer era eu.”