Lakers bate o martelo e demite dois famosos nomes da equipe
A emblemática franquia de Los Angeles vive um momento de profunda transformação. Os Lakers oficializaram as demissões de Joey Buss e Jesse Buss — respectivamente governador alternativo e vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento, além de gerente geral assistente.
A decisão encerra, na prática, uma era histórica marcada pela influência da família Buss e inaugura um novo ciclo de reposicionamento estratégico de uma das equipes mais famosas de todo o esporte mundial.
Em nota à ESPN, os irmãos afirmaram: “Foi uma grande honra fazer parte desta organização nas últimas 20 temporadas. Agradecemos à Nação Lakers por acolher nossa família em cada etapa. Gostaríamos que nossa trajetória tivesse um desfecho diferente. Em momentos como este, gostaríamos de poder perguntar ao nosso pai o que ele pensaria de tudo isso.”
Jesse Buss ainda destacou: “O Dr. Buss imaginava que Joey e eu um dia comandaríamos as operações de basquete.” A referência ao pai, Jerry Buss, traz à tona nostalgia, uma certa resistência interna e a vontade de seguir adiante.

Mais do que uma mudança administrativa
O que poderia parecer apenas uma alteração no organograma representa, na verdade, uma ampla reformulação. Além dos dois Busses, parte significativa do departamento de observação também foi desligada: Sean Buss, Aaron Jackson, Moses Zapata e Can Pelister. A mensagem é clara: os Lakers querem repensar sua estrutura, sua cultura e — talvez — suas ambições.
Ao longo dos anos, a gestão centrada na família Buss moldou práticas essenciais como o recrutamento, o desenvolvimento de jovens atletas e o trabalho de olheiros. No entanto, esse modelo vinha demonstrando limitações. E surge a grande questão: essa dinastia ainda tinha condições de levar a equipe ao próximo patamar ou já se transformara em um obstáculo?
Uma franquia já em plena reconstrução
As demissões acontecem em meio a uma reestruturação mais ampla. A venda da participação majoritária para Mark Walter, concluída no início de 2025, já indicava um novo rumo. Os atuais donos parecem buscar um perfil distinto, mais moderno e sem amarras familiares. A saída dos irmãos Buss não responde apenas a resultados esportivos — ela atende ao desejo de uma mudança sistêmica.
Para os jogadores e torcedores, o recado é contundente: o recomeço é total, e a franquia pretende construir uma nova fase com bases sólidas. O “negócio Lakers” está assumindo outra forma, e cada escolha de elenco, cada decisão esportiva, cada estratégia de recrutamento passa a ser revisitada.
Os Lakers não querem mais viver de uma glória que se esvai. A franquia está se reinventando. A saída dos irmãos Buss marca a transição para um novo capítulo. O risco é alto: história, marca e conquistas fazem parte do DNA do time, mas esse DNA, sozinho, já não basta. Los Angeles precisa escrever uma nova narrativa que combine tradição com análise, desempenho e estrutura.
No fim, não são apenas dois executivos que deixam seus cargos — é todo um sistema, todo um legado que entra em xeque. Para que este novo capítulo seja bem-sucedido, ele precisa ir além da homenagem. Precisa se tornar um triunfo.