Boston Celtics quer se livrar de jogador para aliviar folha salarial
O Boston Celtics segue ativo no mercado nesta offseason, e um nome tem centralizado as conversas: Anfernee Simons. Contratado na troca que enviou Jrue Holiday a Portland, o armador de 25 anos aparece mais como uma peça financeira do que um pilar esportivo para a equipe. Seu contrato de US$ 27,6 milhões para 2025-26 pesa na folha salarial, e Boston vem explorando alternativas para negociá-lo.
De acordo com Sam Amico (Hoops Wire), o Milwaukee Bucks é um dos times que estuda a possibilidade de adquirir Simons. A equipe abriu uma lacuna importante no elenco após se desfazer de Damian Lillard, e o armador poderia oferecer imediatamente pontuação e criação de jogadas — atributos que faltam no atual elenco. Na última temporada, Simons teve médias de 19,3 pontos, 2,7 rebotes e 4,8 assistências.

Possível proposta de troca
Celtics receberiam:
- Bobby Portis (US$ 14,5 mi, contrato até 2027, opção para 2027-28)
- Gary Trent Jr. (US$ 3,7 mi)
- Ryan Rollins (US$ 4 mi)
- Escolha de 2ª rodada de 2026 (via Milwaukee)
Bucks receberiam:
- Anfernee Simons (US$ 25,3 mi)
Por que faria sentido para Boston?
A troca permitiria aos Celtics se livrar do alto salário de Simons sem ceder escolhas de 1ª rodada. Em vez de um contrato pesado, o time passaria a contar com salários médios, mais fáceis de movimentar. Além de maior flexibilidade financeira, a equipe ganharia peças úteis: Portis agrega físico e rebotes, Trent Jr. traz arremesso de perímetro, e Rollins é um jovem em desenvolvimento.
Por que faria sentido para Milwaukee?
Os Bucks ficariam com o jogador mais talentoso do acordo. Simons, ainda jovem, se encaixaria bem ao lado de Giannis Antetokounmpo, ajudando na criação ofensiva e trazendo potencial de longo prazo. A saída de Portis seria sentida, mas a adição de um armador em ascensão poderia compensar essa perda.
Um detalhe importante: Portis só pode ser trocado a partir de 15 de dezembro de 2025, o que significa que um acordo só poderia ser fechado mais perto da trade deadline de fevereiro.
Boston já mexeu bastante no elenco nesta offseason e encara o desafio de seguir competitivo sem Jayson Tatum, afastado até 2026-27. Negociar Simons agora traria alívio imediato na folha e maior planejamento para o futuro, mas também pode custar profundidade no curto prazo, especialmente na posição de armador.
Ainda assim, com a pressão financeira, a tendência é que a diretoria valorize flexibilidade sobre uma aposta imediata. Por ora, os Bucks são o primeiro time concretamente ligado a Simons, mas dificilmente serão o último. Se o armador não está nos planos de longo prazo, movimentá-lo antes de sua free agency em 2026 pode ser a escolha mais estratégica para Boston.