Buscando ajustar o elenco, Boston Celtics se prepara pra assinar com jogador
O Boston Celtics está prestes a concluir a formação de seu elenco com a esperada contratação de Amari Williams — 46ª escolha geral do draft, descrito pelo gerente-geral assistente Mike Zarren como “o melhor pivô passador do basquete universitário”.
Após liberar uma vaga em contrato bilateral com a dispensa de Miles Norris, a franquia vê Williams como seu próximo projeto de desenvolvimento. O pivô britânico de 23 anos reúne características que Boston valoriza: potencial defensivo de alto nível, leitura de jogo diferenciada e versatilidade capaz de se tornar uma peça-chave silenciosa na busca pelo título.

Williams foge ao estereótipo da escolha de segunda rodada. Ex-destaque de Kentucky, chama atenção pela envergadura de 2,28 metros, algo que imediatamente atraiu os olhares dos Celtics. “Ele é um dos melhores grandalhões universitários em muito tempo”, afirmou Zarren após o draft. “Quando você o conhece, percebe que sua envergadura é realmente impressionante.”
Na última temporada, o pivô registrou médias de 10,9 pontos, 8,5 rebotes e 3,2 assistências, com 56% de aproveitamento nos arremessos. Embora os números não saltem aos olhos, seu faro defensivo e habilidade de passe fazem dele uma aposta interessante no esquema de Joe Mazzulla. Com 2,08 metros, Williams será um dos três britânicos em atividade na NBA, ao lado de OG Anunoby e Jeremy Sochan.
Boston Celtics segue ajustando o elenco
Sua chegada atende a uma necessidade clara: reforçar a rotação de garrafão após as saídas de Al Horford, Luke Kornet e Kristaps Porzingis. Williams se junta a Neemias Queta, Luka Garza, Xavier Tillman e Chris Boucher na disputa por minutos.
Mesmo com contrato bilateral, pode ter espaço já nesta temporada. Ele deve integrar o núcleo de desenvolvimento ao lado de Max Shulga, RJ Luis Jr. e do calouro de primeira rodada Hugo Gonzalez.
A assinatura do contrato deve acontecer nos próximos dias. Williams chega oferecendo uma rara combinação de altura, visão de jogo e versatilidade defensiva, atuando tanto pelo Maine Celtics quanto pelo elenco principal. Em uma NBA cada vez mais dependente de profundidade, Boston pode ter encontrado, no fim da segunda rodada, um talento capaz de contribuir mais cedo do que o esperado.