Chegou importante notícia sobre SAF do São Paulo diretamente do presidente

O presidente do São Paulo, Julio Casares, afirmou em entrevista ao portal UOL no começo do mês que o clube estuda adotar uma estrutura empresarial, o que pode incluir a transformação em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ou um modelo corporativo semelhante. A discussão ocorre em meio ao esforço da diretoria para profissionalizar a gestão e garantir maior sustentabilidade financeira.

Segundo Casares, embora exista resistência interna à formalização do modelo SAF, o cenário atual do futebol brasileiro exige soluções inovadoras para que o clube continue competitivo.

“A SAF não é um milagre, mas acredito que o melhor modelo é aquele que prioriza a gestão do futebol. Não posso dizer que o São Paulo vai virar uma SAF pura, mas é uma tendência. Se o clube não tiver algum tipo de acordo empresarial, vai competir menos”, afirmou.

Interesse vindo diretamente da Grécia?

Durante a entrevista, Casares revelou conversas com o empresário Evangelos Marinakis, dono de clubes como Olympiacos (Grécia), Nottingham Forest (Inglaterra) e Rio Ave (Portugal). O grego teria interesse específico na estrutura de Cotia, onde funciona o centro de formação de atletas do São Paulo.

O presidente destacou que a parceria com Marinakis poderia funcionar como uma ponte direta com o futebol europeu, além de trazer capital para reforçar o projeto esportivo.

“Quero um sócio que invista no clube. O Marinakis tem dinheiro e uma plataforma esportiva consolidada. Isso abriria uma porta para a Europa muito mais rápida. Mas é preciso critério. Não se trata de vender ativos da base, e sim de um acordo com valor operacional”, explicou.

Ativos da base e mercado de jovens

Casares também reforçou que a busca por novos parceiros empresariais está diretamente ligada à valorização dos atletas jovens, principalmente aqueles entre 17 e 22 anos, hoje considerados os ativos mais valiosos no mercado do futebol.

“Existe um novo mercado que exige investimento. O jogador que vale muito hoje é o garoto de 17 a 22 anos. O São Paulo e qualquer clube precisam de parcerias empresariais para competir nesse cenário”, declarou.

O presidente ainda chamou atenção para o fato de que muitos dos atletas revelados pelo clube chegam ao profissional com direitos econômicos já fatiados, o que limita os ganhos em vendas internacionais.

“O jogador da base, muitas vezes, tem sócio invisível: 20% da família, 10% do empresário. Eu vendi o Beraldo ao PSG com o São Paulo tendo apenas 60% dos direitos. Ele já veio fatiado”, completou.