Chicago Bulls fez aposta de R$ 480 milhões e pode se dar bem

O Chicago Bulls fez uma de suas maiores apostas recentes ao renovar o contrato de Patrick Williams por cinco anos e US$ 90 milhões (R$ 480 milhões), durante a última offseason. A decisão dividiu opiniões: para alguns, foi uma tentativa de aproveitar seu potencial; para outros, um ato de fé em um ala de 24 anos ainda em processo de amadurecimento.

Nas suas cinco primeiras temporadas, Williams mostrou mais promessas do que resultados concretos — lampejos de talento, seguidos por longos períodos de apagamento. Ele chegou à NBA com status de defensor de elite e impressionantes atributos físicos, mas a irregularidade e as lesões o impediram de justificar o investimento feito no Draft.

Agora, com o início da temporada 2025-26, o que muitos chamaram de “aposta arriscada” dos Bulls pode finalmente começar a dar retorno.

Do rótulo de “bust” à segunda chance

Durante anos, Williams carregou o peso de ser “quase tudo” para Chicago: quase uma estrela, quase um grande defensor, quase uma revelação. Suas médias de 9,6 pontos, 4,1 rebotes e 1,5 assistências em cinco temporadas estão longe de justificar tanto o status de quarta escolha no Draft quanto o novo contrato. Mas nesta pré-temporada, há indícios de mudança.

Williams voltou mais leve, mais ágil e mais confiante. Ele teria reduzido peso para melhorar sua mobilidade e resistência, moldando seu corpo para desempenhar uma função moderna — trocando mais nas marcações e cobrindo mais espaço em quadra. Pequenos ajustes que podem redefinir seu estilo de jogo.

Ele não precisa ser um cestinha de 20 pontos por noite. Precisa apenas ser o elo que o time carece há anos — um jogador que defende, corta, espaça a quadra e conclui as jogadas criadas pelos companheiros.

Um papel sob medida para o novo elenco

Com as chegadas de Josh Giddey e Matas Buzelis, os Bulls formaram um núcleo mais versátil, com alas inteligentes e boa movimentação. E é justamente nesse contexto que Williams pode se destacar.

Quando Giddey conduz o ataque, a capacidade de Williams de se mover bem sem a bola cria linhas de passe. Quando Buzelis trabalha isolado, seu arremesso em evolução — 35,3% de aproveitamento de três pontos na última temporada — obriga os defensores a respeitá-lo.

Não é um papel de protagonista, mas é fundamental. Para um jogador cuja confiança já oscilou tanto, ter uma função clara pode ser o ponto de virada.

Williams sempre foi um enigma do ponto de vista mental. Mesmo com físico e habilidades acima da média, muitas vezes parecia hesitante, preferindo se esconder a se impor. Agora, ele não precisa provar que valeu a quarta escolha do Draft — basta provar que é confiável e constante.