Com julgamento já marcado, defesa de Bruno Henrique joga a toalha

A defesa do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, jogou a toalha e desistiu do recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Na ocasião, a equipe tentava anular a investigação em que o jogador é acusado de tomar um cartão amarelo para beneficiar apostadores em 2023.

O pedido havia sido feito nesta semana, um dia depois de a corte ter marcado a data do julgamento, que aconteceria na próxima terça-feira, dia 2. A desistência foi homologada horas depois, dando a entender que a defesa de Bruno Henrique tomará uma nova postura.

Os advogados do atacante entraram com pedido de habeas corpus, que foi negado em decisão do ministro Joel Ilan Paciornik há um mês. Depois disso, provocaram o tribunal com um recurso que permite que o habeas corpus fosse julgado por um colegiado.

A defesa de Bruno Henrique argumentava que a Justiça do Distrito Federal, onde ele está sendo processado criminalmente, não seria competente para julgar o caso. Diante disso, levantaram a hipótese de que o julgamento deveria ser levado à Justiça Federal.

Entenda o caso de Bruno Henrique

O atacante Bruno Henrique foi negociado pelo Ministério Público do DF, assim como o irmão dele, Wander, e mais sete pessoas. O atleta teria informado ao irmão que tomaria um cartão amarelo no jogo contra o Santos, em Brasília, em novembro de 2023.

As apostas de Wander, a esposa dele, uma prima e amigos chamaram a atenção das empresas de apostas esportivas. Elas estranharam o volume de dinheiro movimentado para o cartão amarelo de Bruno Henrique. Desta forma, a investigação foi iniciada.

A investigação da Polícia Federal foi iniciada em agosto do ano passado. Em novembro, o jogador e outro suspeito foram alvos de uma operação de busca e apreensão. Os investigadores encontraram conversas de celular que embasaram o indiciamento dos suspeitos.