Ex-time de Michael Jordan fica sem estrelas e está em situação delicada
Na atual era dos supertimes da NBA, marcada por franquias com até três grandes estrelas no elenco, o Chicago Bulls caminha na contramão. A tradicional equipe, que dominou os anos 1990 com Michael Jordan, hoje sofre com a ausência de talentos de elite e segue estagnada na Conferência Leste.
Desde 2011, quando chegou à final do Leste com Derrick Rose, os Bulls não voltaram a competir em alto nível. Nas últimas 15 temporadas, o time acumulou um retrospecto de 604 vitórias e 583 derrotas, sem nenhuma ida às finais da NBA.
Bill Simmons, do The Ringer, criticou duramente a postura da franquia desde a era Jordan: “Acho que os Bulls têm sido um ativo criminosamente mal utilizado desde que Jordan saiu. Em vez de buscar o sétimo título, decidiram reconstruir, acreditando serem mais espertos que todos. Desde então, só economizam.”
Falta de estrelas e desempenho modesto na quadra
Mesmo com uma das maiores cidades dos EUA, uma torcida apaixonada e recursos para atrair agentes livres, os Bulls não conseguem montar um elenco competitivo.
Atualmente, o jogador mais destacado do time é Coby White, que apesar de ter qualidade como pontuador, não correspondeu ao status de escolha nº 7 do Draft de 2019. Em 2024/25, ele foi o único destaque ofensivo. Nenhum outro jogador da equipe superou média de 15 pontos por jogo.
Além disso, o time não atraiu grandes reforços na offseason e a escolha de primeira rodada de 2025, Noa Essengue, não chega com expectativa de se tornar um pontuador de alto volume.
Olho no Draft de 2026
Com um elenco fraco e sem perspectivas imediatas, os Bulls devem terminar entre os últimos colocados da próxima temporada e buscar uma escolha alta no Draft de 2026. Nomes como Darryn Peterson, AJ Dybantsa, Cameron Boozer e Nate Ament já são apontados como possíveis futuros pilares.
Chicago possui duas escolhas de primeira rodada em 2026 — a própria e uma do Portland Trail Blazers, embora esta última esteja protegida no Top 14, o que dificulta sua utilização.
Jogadores de elite na NBA ignoram Chicago
Apesar de ser um mercado atrativo, os Bulls têm sido pouco agressivos na busca por estrelas. Nos últimos anos, passaram ilesos por janelas em que estiveram disponíveis LeBron James, Kevin Durant, Kawhi Leonard, Kyrie Irving, James Harden e Jimmy Butler, sem conseguir sequer reuniões formais.
O salário ativo da equipe para 2025 gira em torno de US$ 150 milhões, o sétimo mais baixo da NBA. Para efeito de comparação, o trio Shai Gilgeous-Alexander, Chet Holmgren e Jalen Williams do Oklahoma City Thunder custará praticamente o mesmo valor.
Enquanto times como Lakers, Celtics, Knicks, 76ers, Heat e Mavericks movimentam o mercado com agressividade, os Bulls têm mantido uma abordagem conservadora — e isso vem cobrando um preço alto em resultados.
Os Chicago Bulls seguem como uma das marcas mais reconhecidas da NBA, com forte presença comercial e de torcida, mas isso não tem se refletido em quadra. Embora ninguém espere um novo tricampeonato como nos anos 90, a equipe precisa ser mais ousada e estratégica.
Seja com nova gestão ou mudança de mentalidade, o Bulls precisa reavaliar seu modelo e começar a agir como um verdadeiro time de mercado principal — antes que a irrelevância se torne permanente.