Miami Heat é apontado como possível destino para jogador nível All-Star
O Miami Heat iniciou a temporada 2025-26 de forma irregular. Com 7 vitórias e 5 derrotas, ocupa a sexta colocação do Leste — competitivo o suficiente para brigar por vaga nos playoffs, mas ainda longe da consistência das principais forças da NBA. Desde a saída de Jimmy Butler, o time busca uma nova estrela capaz de elevar seu nível.
Uma proposta levantada por Eric Pincus, do Bleacher Report, sugere uma movimentação ousada: enviar Tyler Herro (junto a uma exceção salarial) para o Memphis Grizzlies em troca do armador All-Star Ja Morant.
Uma aposta no talento de Morant
A situação de Morant em Memphis se deteriorou rapidamente. O armador foi suspenso por um jogo após comentários considerados prejudiciais à equipe e admitiu ter perdido a alegria de jogar após uma sequência de derrotas. Quando um talento desse calibre começa a demonstrar insatisfação, toda a liga observa.
Historicamente, o Heat é uma equipe que se envolve quando outros hesitam. A franquia acredita na força de sua cultura, disciplina e estrutura, e costuma apostar em jogadores que precisam de um recomeço. Como lembrou o ex-jogador Kevin Garnett: “Em Miami, há estrutura de verdade. Lá você não faz o que quer — você se encaixa em uma cultura real.”
Embora Pincus reconheça que Morant talvez não se adapte de imediato ao sistema de Erik Spoelstra, o talento do armador é grande demais para ser ignorado. Times vencedores costumam encontrar maneiras de ajustar o sistema ao jogador certo.

Por que o negócio faria sentido?
Para o Memphis Grizzlies, uma troca assim representaria um recomeço completo. Abriria espaço na folha salarial — Morant ganha US$ 39,4 milhões por temporada — e traria um jogador jovem e produtivo em Tyler Herro, que oferece arremesso, pontuação e visão de jogo.
Quando estiver recuperado da lesão no tornozelo, Herro pode formar um núcleo interessante ao lado de Jaren Jackson Jr. e das promessas Jaylen Wells e Cedric Coward.
Já para o Miami Heat, o atrativo é evidente. Ja Morant muda jogos. Sua velocidade, explosão e capacidade de atacar o aro transformam o ritmo de qualquer partida. Nas últimas três temporadas completas, ele registrou médias de 23,2 pontos, 7,3 assistências e 4,1 rebotes. Em boa fase, é um dos jogadores mais imparáveis da NBA.
Com Morant, Bam Adebayo e Norman Powell, o Heat teria um trio explosivo, capaz de pressionar defesas e definir uma identidade mais clara — algo que a equipe ainda busca desde a saída de Butler.
O dilema para o Miami é simples: arriscar pelo potencial de um talento geracional. Herro é um ótimo pontuador e Adebayo um pilar defensivo e emocional, mas nenhum deles tem o impacto transformador de Morant em uma série de playoffs contra potências como New York Knicks ou Oklahoma City Thunder.
Para Memphis, a questão é o controle. Se a relação com Morant estiver desgastada, negociar enquanto ainda há valor de mercado pode ser a melhor opção. Trocas desse porte são raras no início da temporada, mas a lógica é clara: Miami busca uma estrela; Memphis procura estabilidade. Em algum momento, esses caminhos podem se cruzar.