Michael Jordan não se cala e se mostra contra nova prática defendida por muitos na NBA
Atualmente, é raro ver uma superestrela da NBA disputar todas as 82 partidas de uma temporada. Michael Jordan fez isso nove vezes ao longo de sua brilhante carreira de 15 anos na liga — e jogou menos de 70 partidas em apenas três delas.
A paixão incontrolável do astro pela competição e sua vontade de proporcionar espetáculo aos torcedores que pagavam para vê-lo foram fundamentais para moldar sua visão crítica sobre o gerenciamento de carga.
“Isso não deveria ser necessário”, declarou Jordan a Mike Tirico, durante uma entrevista à NBC Sports. “Eu nunca quis perder um jogo, porque era sempre uma chance de provar meu valor. Os fãs estão lá para me ver jogar — quero impressionar aquele cara que provavelmente trabalhou duro para comprar um ingresso.”
Michael Jordan shares his thoughts on load management on the second installment of MJ: Insights to Excellence.
— NBA on NBC and Peacock (@NBAonNBC) October 29, 2025
“I never wanted to miss a game because it was an opportunity to prove…the fans are there to watch me play." pic.twitter.com/h7g6krplDQ
Jordan também recordou momentos em que enfrentou dores e ainda assim liderou o Chicago Bulls em quadra — o exemplo mais famoso é o lendário ‘Jogo da Gripe’, nas finais da NBA de 1997. O dez vezes cestinha da liga e nove vezes integrante do time ideal de defesa acredita que o basquete moderno carece da garra que definia sua geração.
Outro tipo de jogo praticado nos dias atuais?
Por outro lado, defensores do gerenciamento de carga argumentam que o ritmo de jogo atual é muito mais intenso e as lesões são mais frequentes, tornando o descanso uma necessidade. Já os críticos afirmam que os atletas poderiam evitar parte desse desgaste se tivessem uma formação esportiva mais diversificada, fortalecendo diferentes grupos musculares desde cedo.
Independentemente da opinião, a NBA tem tentado equilibrar o debate. Desde 2023, os jogadores precisam disputar pelo menos 65 jogos por temporada para se qualificarem a prêmios individuais ou seleções All-NBA — uma tentativa da liga de incentivar as estrelas a atuarem com mais regularidade.
Michael Jordan, com sua visão direta e disciplinada, não chegou a adotar o famoso tom de “no meu tempo era melhor”, mas sua posição deixa claro que, para ele, a verdadeira grandeza está em competir sempre que for possível.