Não foi draftado na NBA e agora salvou a pele do Cleveland Cavaliers

O Cleveland Cavaliers entrou em quadra na noite da última quarta-feira (12) diante do Miami Heat tentando se recuperar de uma derrota dolorosa — aquela em que o time levou a cesta decisiva de Andrew Wiggins no último segundo da prorrogação. Desta vez, sem Donovan Mitchell, Darius Garland, Evan Mobley e Jaylon Tyson, o cenário parecia desafiador.

Mas o elenco de apoio respondeu à altura. Liderados por Craig Porter Jr. — armador em seu terceiro ano na NBA e não selecionado no draft — os Cavaliers conquistaram uma vitória impressionante.

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Craig Porter Jr. comanda a reação dos Cavaliers

No início do último quarto, o Cleveland perdia por quatro pontos. O jogo seguiu equilibrado por quase toda a noite, com os Cavs se mantendo próximos no placar, mas sem conseguir assumir a dianteira. Foi então que Porter Jr. brilhou.

Com arremessos certeiros do perímetro, infiltrações precisas e uma defesa incansável, ele mudou o ritmo da partida. Vindo do banco, jogou por 32 minutos — o maior tempo da equipe — e aproveitou cada segundo.

Tyrese Proctor também apareceu bem nos momentos decisivos, enquanto Nae’Qwan Tomlin, com +20 de eficiência em apenas 17 minutos, trouxe energia e intensidade. De’Andre Hunter manteve o bom aproveitamento e terminou com 21 pontos.

No garrafão, Jarrett Allen teve atuação dominante, anotando 30 pontos — seu melhor desempenho ofensivo em quase dois anos. Lonzo Ball, por sua vez, converteu quatro bolas de três e encerrou o jogo com 15 pontos e oito assistências.

No último período, o coletivo funcionou. Cleveland limitou o Miami a apenas 16 pontos, marcou 30 e venceu nos rebotes, além de forçar erros cruciais do adversário. Porter Jr. foi o nome do jogo ao lado de Allen: 19 pontos, nove assistências, quatro tocos e +21 de eficiência.

O ex-jogador de Wichita State mostrou novamente seu valor, relembrando o tempo universitário em que liderava seu time em todas as principais estatísticas. Mais do que uma boa atuação, o jogo reforçou uma lição: talento pode surgir de qualquer lugar — basta saber identificar.