Presidente do Fluminense se explica após “vacilo” com negociação de Arias

O Fluminense acertou a saída do meio-campista Jhon Arias ao Wolverhampton, da Inglaterra. Durante a entrevista coletiva de despedida do jogador, o presidente do clube, Mário Bittencourt, explicou o motivo de não ter garantido 100% do valor da venda.

O acordo com o Wolverhampton prevê apenas uma participação de 50% dos direitos econômicos do Tricolor Carioca. Isso porque o Fluminense, quando efetuou a compra do atleta em 2021, definiu apenas um montante do percentual.

Na negociação com o Independiente de Santa Fé, o clube formador de Arias, o Patriotas, permaneceu com 50% dos direitos. Diante disso, o modesto clube da Colômbia manteve uma estratégia para lucrar com futuras vendas da cria de sua base.

Desta forma, o Fluminense teve apenas metade dos lucros na venda junto ao Wolverhampton. O Tricolor já tinha tentado chegar em acordo para garantir 100% do valor sobre o meio-campista, porém não teve sucesso na negociação com o Patriotas.

Presidente do Fluminense explica acordo por Arias

Em entrevista coletiva, Mário Bittencourt revela a tentativa de chegar em acordo com o Patriotas, mas não especificou se as tratativas eram pra adquirir o montante total ou mais uma fatia. De acordo com o dirigente, o clube colombiano negou as investidas.

“Ele veio de um clube bem pequeno da Colômbia, e eu tenho certeza que as pessoas sempre vão perguntar, apesar de já ter explicado isso várias vezes, porque a gente não comprou 100%. Porque o clube só quis vender 50%. Ele era do clube de lá, então quem vende é que decide o quanto vende”, explica o presidente na entrevista.

Jhon Arias foi vendido por 22 milhões de euros fixos (R$ 142,5 milhões) e os valores podem alcançar 25 milhões de euros (R$ 161,9 milhões) por conta dos bônus no contrato. O Tricolor ficará com 11 milhões de euros (R$ 71,2 milhões) fixos no acordo.