SAF assumiu gestão de gigante brasileiro e logo aumentou a dívida em R$ 350 milhões
Uma das primeiras SAF’s do Brasil, a empresa do Vasco da Gama não saiu como o esperado pelos torcedores. Com o processo de falência da 777 Partners e a ausência de aportes previstos em contrato, a gestão do presidente Pedrinho retomou o comando do futebol em maio de 2024.
Quase um ano após o movimento, o Cruz-Maltino deu início ao processo de recuperação financeira a fim de atrair novos investidores. Estes, entretanto, terão de lidar com uma nova dívida feita pela empresa estadunidense.
Segundo a diretoria atual, a dívida do clube aumentou para R$ 1,4 bilhão, R$ 350 milhões a mais que o valor inicial. O aumento se dá por conta de “contratações inflacionadas e negligência no combate à dívida”.
Dirigente do Vasco explica aumento da dívida
Em entrevista exclusiva à VascoTV, o vice-presidente jurídico do clube, Felipe Carregal, falou mais sobre o prejuízo deixado pela 777. “(…) Imagina R$ 700 milhões rodando juros e correção mensalmente. Então a primeira coisa que tem que fazer é atacar e diminuir essa dívida. Isso não foi feito”, afirmou.
Segundo Carregal, a 777 tinha conhecimento de que não era capaz de controlar essa dívida.
“(…) Eles sabiam que não tinham capacidade de controlar as finanças da SAF sem atacar a dívida, isso está claro nos pareceres do Conselho Fiscal. Eles simplesmente ignoraram todos os alertas que foram dados”, afirmou o dirigente.
Além disso, as movimentações nas janelas de transferências também teriam prejudicado o Vasco.
“(…) E hoje a gente percebe que essas contratações foram feitas por valores acima do mercado, alguns jogadores chegaram ao Vasco ganhando três, quatro, cinco vezes mais que ganhavam em outros times, sem nenhuma justificativa aceitável para isso”, concluiu Carregal.