Sem Antetokounmpo, Milwaukee Bucks tem grave problema para resolver

Dizer que a offseason do Milwaukee Bucks tem sido conturbada seria pouco. Entre a novela envolvendo Giannis Antetokounmpo e a decisão de negociar e estender Damian Lillard, a franquia tomou decisões ousadas — mas que, até agora, não parecem ter fortalecido o elenco.

Antetokounmpo segue sendo um dos jogadores mais dominantes da NBA. Ter ficado em terceiro na corrida pelo MVP e também figurar entre os dez principais candidatos ao prêmio de Melhor Defensor mostra sua versatilidade. Com apoio adequado, o astro tem condições de liderar uma forte campanha nos playoffs. O problema é: esse apoio não veio.

Elenco mais fraco em relação ao passado

Desde o título em 2021, os Bucks vêm sofrendo uma perda de qualidade. Saídas importantes como Jrue Holiday, Khris Middleton e Brook Lopez enfraqueceram o time, e a saída recente de Lillard aprofundou esse cenário.

Hoje, sem Antetokounmpo, Milwaukee dificilmente seria competitivo até mesmo para disputar um Play-In. A profundidade do elenco é limitada e, em alguns setores, preocupante.

Possível rotação atual dos Bucks:

  • Armadores (PG): Cole Anthony, Kevin Porter Jr.
  • Alas-armadores (SG): Gary Trent Jr., Gary Harris, Ryan Rollins, AJ Green
  • Alas (SF): Taurean Prince, Kyle Kuzma
  • Ala-pivôs (PF): Giannis Antetokounmpo, Bobby Portis
  • Pivôs (C): Myles Turner, Jericho Sims

Problemas e limitações

Com a saída de Lillard, abriu-se uma lacuna preocupante na armação. A chegada de Cole Anthony, vindo do Memphis Grizzlies, não empolga: na última temporada, teve médias modestas de 9,4 pontos, 3,0 rebotes e 2,9 assistências. Kevin Porter Jr., provável reserva, também não oferece segurança total, apesar de seus 11,7 pontos e 3,7 assistências por jogo.

A posição de ala-armador oferece alguma profundidade, com nomes como Gary Trent Jr. e Gary Harris, mas nenhum deles é um verdadeiro diferencial ofensivo.

No setor de alas, a situação é um pouco mais animadora. Taurean Prince oferece solidez defensiva, enquanto Kyle Kuzma pode contribuir ofensivamente — teve médias de 14,7 pontos e 5,8 rebotes. Ainda assim, Kuzma não parece ser a segunda opção de pontuação que o time precisa.

Entre os poucos pilares de confiança estão Bobby Portis e Myles Turner. Portis segue como um dos jogadores mais consistentes do elenco, e Turner, recém-contratado, é uma adição interessante, especialmente na defesa. Seus 15,6 pontos, 6,5 rebotes e quase 40% de aproveitamento nas bolas de três são úteis, mas Turner ainda não é uma peça ofensiva de elite.

No cenário atual, os Bucks podem brigar por uma vaga via Play-In ou até surpreender com um seed mais baixo nos playoffs — se Giannis estiver saudável. No entanto, uma lesão do camisa 34 poderia facilmente afundar a equipe para a parte inferior da tabela da Conferência Leste.

A diretoria precisará agir. A principal prioridade deve ser encontrar uma nova referência ofensiva para preencher o vácuo deixado por Lillard. Anfernee Simons foi especulado, assim como RJ Barrett, embora nenhum dos dois represente uma solução completa.

O elenco tem talento pontual, mas carece de estrutura para competir entre os favoritos. Se os Bucks quiserem manter Antetokounmpo motivado e evitar outra crise, reforçar o time agora não é mais uma opção — é uma necessidade.