Ronaldo Fenômeno teve nobre atitude e ajudou esporte brasileiro em histórica conquista

Em 2001, aos 17 anos, Daniele Hypolito precisava de apoio financeiro para competir no Mundial de Ginástica Artística, na Bélgica. Foi então que um gesto generoso de Ronaldo Fenômeno mudou não apenas a trajetória da jovem atleta, mas também o rumo da ginástica brasileira.

O apoio do craque, que na época jogava pela Inter de Milão, permitiu que Daniele participasse da competição e conquistasse a primeira medalha da história da ginástica artística do Brasil — uma prata no solo. Mais de duas décadas depois, ela ainda guarda profunda gratidão.

“Para conquistar aquela medalha, tive uma ajuda enorme do Ronaldo. A Confederação não tinha condições financeiras na época. Minha mãe entrou em contato com o assessor Rodrigo Paiva, e conseguimos chegar até ele. Ronaldo acreditou nos meus sonhos e me ajudou a representar o Brasil”, contou Daniele em entrevista ao portal No Ataque.

O gesto de Ronaldo viabilizou não apenas a viagem de Daniele, mas também a de sua treinadora, Georgette Vidor, e de uma colega de equipe do Flamengo. Segundo Daniele, aquele momento foi o ponto de virada para a modalidade no país.

A partir dali, a ginástica artística passou a ter mais visibilidade. A imprensa começou a nos acompanhar em Copas do Mundo, Mundiais, e as competições passaram a ser transmitidas no Brasil. Isso transformou tudo”, destacou a ex-ginasta.

Um legado que inspirou gerações e resultou no sucesso do esporte

Daniele seguiu construindo uma carreira histórica. Após a prata no Mundial de 2001, ela conquistou dez medalhas em Jogos Pan-Americanos (três pratas e sete bronzes) e se aposentou em 2021. Ainda que a medalha olímpica não tenha vindo, ela vê no sucesso da nova geração um reconhecimento coletivo.

Claro que uma medalha olímpica teria sido incrível para minha carreira. Mas a conquista da equipe feminina na Olimpíada de Paris 2024, com a medalha de bronze por equipes, também coroou a minha trajetória. Foi a realização de um sonho construído por muitas gerações.”

A equipe formada por Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Júlia Soares e Lorrane Oliveira fez história em Paris. E, segundo Daniele, esse feito é a continuação de uma jornada que começou lá atrás — com esforço, persistência e a generosidade de um ídolo do futebol.