Lebron James com um telefonema impediu o Chicago Bulls de ter super time

No verão de 2010, Dwyane Wade esteve a um passo de deixar Miami para voltar à sua cidade natal e defender o Chicago Bulls. O astro, tricampeão da NBA, havia encerrado sua sétima temporada no Miami Heat, onde já conquistara o título de MVP das Finais e consolidara seu status de grande armador.

“Eu pensei: ‘Cara, vou voltar para casa — vou para Chicago’”, relembrou Wade no podcast The OGs, apresentado pelos ex-companheiros Udonis Haslem e Mike Miller. “Joguei sete anos aqui, ganhei um campeonato, é hora de seguir em frente.” Mas tudo mudou com um único telefonema.

Wade contou que participou de uma chamada com LeBron James, seus agentes e representantes do Heat. “Na ligação estavam eu, LeBron e nossos agentes”, relatou. “Eles explicaram que o Miami Heat havia se preparado discretamente para reunir três estrelas no elenco.”

Créditos: Instagram / kingjames

Aquela conversa mudou completamente o rumo de sua decisão. Em vez de se transferir para Chicago, Wade optou por permanecer em Miami — e ali se formaria um dos maiores trios da história da NBA, ao lado de LeBron James e Chris Bosh. O “Big Three” do Heat dominaria a liga nos anos seguintes.

O supertime que quase surgiu em Chicago

A classe de agentes livres de 2010 estava repleta de grandes nomes, como Carlos Boozer, Joe Johnson e Amar’e Stoudemire, além de Wade, James e Bosh. O Chicago Bulls, com espaço de sobra no teto salarial e um jovem núcleo liderado por Derrick Rose, estava bem posicionado para contratar ao menos dois desses astros.

Wade, de fato, chegou a jogar pelos Bulls em 2016, mas já não era o mesmo. Embora ainda eficiente no ataque, sua explosão atlética e capacidade defensiva haviam diminuído. Ainda assim, o verão de 2010 permanece como um ponto de virada na história da NBA. Um supertime em Chicago quase saiu do papel.