NBA toma atitude para ter grandes astros mais tempo em quadra

A NBA está prestes a implementar um programa de biomecânica em toda a liga com o objetivo de conter o crescente número de lesões entre os jogadores — um dos principais problemas desta temporada. Nomes como Kyrie Irving, do Dallas Mavericks, Giannis Antetokounmpo, do Milwaukee Bucks, e Anthony Davis, também dos Mavericks, estão entre os diversos atletas que têm perdido jogos por conta de problemas físicos persistentes.

A situação tem se agravado. Segundo um novo relatório divulgado pelo Yahoo, quase metade das estrelas da NBA está atualmente lesionada.

Diante desse cenário, a liga decidiu adotar medidas mais rigorosas e lançará um programa de avaliações biomecânicas visando otimizar o desempenho dos atletas e reduzir o risco de lesões. Conforme informou Shams Charania, da ESPN, “a liga está lançando um programa de avaliação biomecânica em toda a NBA”.

Ele detalhou ainda que “mais de 500 jogadores já passaram por algum tipo de teste. Restam quatro rodadas de avaliações ao longo da temporada, e os dados serão utilizados para melhorar o rendimento dos atletas e tentar diminuir o número de contusões no futuro”.

Lesões continuam sendo tema de preocupação na liga

LeBron James voltou às quadras na vitória por 140 a 126 sobre o Utah Jazz, após perder os primeiros 14 jogos da temporada devido a uma lesão no nervo ciático. Embora sua estreia tenha animado os Lakers, o grande volume de lesões ao redor da liga segue causando preocupação. Em apenas um mês, astros como Victor Wembanyama, Zion Williamson e Trae Young já foram afastados por problemas físicos significativos.

Créditos: Instagram / kingjames

Mas o que explica essa onda de contusões? Segundo o USA Today, as equipes têm atuado em um ritmo médio de 100,5 posses por jogo — o mais acelerado desde o fim dos anos 1980. Além disso, o aumento nas tentativas de arremessos de três pontos exige que os jogadores percorram distâncias maiores e se movimentem com mais intensidade em ambos os lados da quadra.

Somado a isso, o tradicional calendário de 82 jogos, com muitas partidas em noites consecutivas e poucas oportunidades reais de descanso, torna inviável a permanência dos atletas em todas as partidas e contribui para que muitos acabem lesionados antes mesmo do primeiro mês de competição.