Após eliminação no Mundial, jornada de Guardiola chega ao fim pelo City
Deu zebra no Super Mundial de Clubes nos Estados Unidos. O poderoso Manchester City de estrelas do calibre de Haaland, Rodri, Bernardo Silva e cia foi eliminado pelo Al Hilal, por 4 a 3, em um eletrizante duelo decidido na prorrogação. Com o adeus do clube inglês, o técnico Pep Guardiola encerrou uma jornada no comando da equipe.
A derrota por 4 a 3 para o Al-Hilal, na prorrogação, encerrou de forma amarga a trajetória do Manchester City no Mundial de Clubes, já nas oitavas de final. Para o técnico Pep Guardiola, a eliminação teve um peso simbólico ainda maior: marcou o fim de uma temporada sem conquistas relevantes — algo raro na vitoriosa carreira do catalão.
Desde que iniciou sua jornada como treinador, em 1º de julho de 2007, no Barcelona B, Guardiola passou apenas duas temporadas sem conquistar um título de grande expressão. Esta, completando 18 anos de carreira, é apenas a segunda.
Última chance foi perdida pelo famoso treinador
O Mundial era a última chance de salvar uma temporada que esteve muito aquém do padrão estabelecido por Guardiola no City. A equipe terminou em terceiro lugar na Premier League (sua pior colocação desde 2016-17), perdeu a final da Copa da Inglaterra, caiu nos playoffs da Liga dos Campeões e foi eliminada precocemente, na quarta rodada, da Copa da Liga Inglesa.
A única taça levantada na temporada foi a Community Shield, conquistada nos pênaltis contra o Manchester United, em agosto de 2024. No entanto, por ser um jogo único e de caráter simbólico, esse título geralmente não entra na contabilidade de conquistas significativas da temporada.
A última vez que Guardiola encerrou uma temporada sem títulos importantes foi justamente em sua estreia no comando do Manchester City, em 2016-17, agora, esse jornada vitoriosa foi encerrada.
Como foi na primeira temporada comandando o time inglês?
Ainda adaptando-se ao futebol inglês e reconstruindo o elenco herdado de Manuel Pellegrini, o técnico levou o time ao terceiro lugar na Premier League, às semifinais da FA Cup e sofreu eliminações precoces nas outras competições nacionais.
Na Liga dos Campeões daquele ano, o City caiu nas oitavas de final diante do Monaco, em um confronto recheado de gols e decidido pela regra dos gols fora de casa: vitória por 5 a 3 em Manchester e derrota por 3 a 1 no Principado.
Tirando esses dois tropeços, Guardiola construiu uma das carreiras mais vitoriosas da história do futebol moderno. No comando do Barcelona principal, após o título da Tercera División com o time B, ele venceu impressionantes 14 troféus em quatro temporadas — incluindo dois Mundiais, duas Ligas dos Campeões, três Campeonatos Espanhóis e o lendário “sextete” em 2008-09, quando o clube venceu todas as competições que disputou.
Após um ano sabático, Guardiola assumiu o Bayern de Munique, onde adicionou sete títulos ao currículo, incluindo três Bundesligas consecutivas. No entanto, a ausência de uma conquista europeia com o clube alemão o motivou a aceitar o desafio no Manchester City, em 2016.
Desde então, a parceria com o City rendeu frutos. Depois do ano inicial sem troféus, o treinador somou 18 conquistas, incluindo seis títulos da Premier League, e um feito inédito: quatro conquistas consecutivas da liga. O auge veio na temporada 2022/23, quando o clube conquistou a tríplice coroa nacional (Premier League, FA Cup e Copa da Liga), além da tão sonhada Champions League e, posteriormente, o Mundial de Clubes.
Agora, com um ano sem grandes conquistas, resta saber se este será apenas um ponto fora da curva na trajetória de Guardiola, ou o prenúncio de uma nova fase para o City.